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BEM-VINDOS
BIENVENIDOS CASLA (A Casa Latino-americana do Paraná ) Brasil coloca à sua
disposição informações, de amplo interesse e alcance, sobre América Latina:
cultura, política, história da música, meio ambiente, literatura, etc. Queremos, em primeiro lugar, apresentar-nos e falar sobre nossos
objetivos e realizações. Queremos, com isso, deixar nossa contribuição para que
outros grupos de pessoas, interessados em nosso continente, se associem ao
projeto de integração dos povos latino-americanos. Nossa contribuição poderá,
talvez, apontar para a construção de uma metodologia de trabalho cultural e
político que saiba respeitar e manter a diversidade cultural dos povos do
continente e que coloque como prioridade fundamental a conquista plena das
liberdades individuais e coletivas e da realização cidadã: o direito a viver
dignamente em sua terra, poder expressar-se em sua lingua, manifestar seus
credos políticos e religiosos e dispor de seu próprio presente e futuro, com
dignidade. QUEM SOMOS... Resumo histórico 1985 Início das Atividades. Discurso de
Abertura da Semana Latino-americana proferido pela Dra. Gladys de Souza, Presidente da CASLA 1986 Situação política e Social da América
Latina - Eventos 1987 CURSOS: FORMAÇÃO HISTÓRICA DA AMÉRICA
LATINA e LINGUA ESPANHOLA Outros eventos 1988 Cursos: Formação Histórica da América
Latina -Básico de Lingua Espanhola- Outros eventos 1989 Cursos: Formação Histórica da América
Latina -Básico de Lingua Espanhola- A Educação no Brasil, sob outra perspectiva
-Educação em Cuba. -América Latina nos anos 90- Seminário 1990 Material Didático:Elaboração
de Cartilha contendo informações sobre América Latina, dirigida às escolas de
2° e 3° graus. 1° BOLETIM CILA -Semana América Latina nas escolas. 1991 VISTO PARA AMÉRICA LATINA. Projeto
coordenado por estudantes latino-americanos de Bolívia, Perú, Panamá, Uruguay,
Venezuela, Colombia, Honduras, Nicaragua, Chile e Brasil 1992 I CONGRESSO DE EDUCAÇÃO PARA A
INTEGRAÇÃO DA AMÉRICA LATINA (I CEPIAL) Carta -Resumo da Carta Discurso de
Abertura proferido pela Dra. Gladys de Souza. 1993 AMÉRICA LATINA VIVA sob a
coordenação de Nicolas Floriani e Dimas Floriani, os mais variados temas foram
debatidos em nosso espaço radiofônico, terra, educação, cultura. a realidade
sócio-político-cultural de nossos povos fizeram parte de nossas reflexões
durante o ano . 1994 II CONGRESSO DE EDUCAÇÃO
PARA A INTEGRAÇÃO DA AMÉRICA LATINA ( II CEPIAL) Carta–Resumo da
Carta–Discurso proferido pelo Presidente do I Congresso Dr. Dimas Floriani. 1995 Café da manhã na Casla Projeção do filme: "O último fazedor
de canoas" da cineasta paranaense Fernanda Morini 1996-2000 Parque da Cultura Latino-americana (Lei no. 9644, de 26 de
agosto de 1999). 1985-2000 15 ANOS PELA INTEGRAÇÃOLATINO-AMERICANA ANTECEDENTES Nosso objetivo Principal: Lutar pela soberania e
liberdade dos povos latino-americanos , prestando solidariedade e
promovendo campanhas de apoio às suas lutas democráticas visando
o respeito aos direitos humanos através da conquista da
cidadania . CASLA: 15 ANOS DE ATIVIDADES 1985-2000 A Casa Latino-americana (CASLA) nasce em 1985, na cidade Curitiba, Paraná. Desenhava-se, naquele período, um momento singular para os povos do
continente, sinalizando para uma conjuntura de redemocratização dos regimes
políticos. Assim acontecia com o Brasil das Diretas Já, com a Argentina,
idem com o Uruguai; e no compasso de espera estavam Chile e Paraguai que logo
mais, para o final da década de oitenta, também inaugurariam o seu regime
político civil. Juntamente com estes novos ventos da democratização dos regimes políticos,
América Latina tentava aprofundar uma discussão sobre o papel dos movimentos
sociais, da participação mais organizada e sistemática dos atores sociais,
enfim, uma sociedade civil capaz de dar respaldo para aquele incipiente movimento
democrático emergente. Tratava-se de querer democratizar a democracia, como
diria Adolfo Perez Esquivel, prêmio Nobel da Paz da Argentina. No início, a Casa Latino-americana dedicou-se à tarefa de apoiar essa onde
democrática, promovendo debates, organizando eventos, divulgando na mídia a
realidade de cada um dos países comprometidos com a mudança. Naquele período
inicial, a CASLA funcionava mais como um comitê de solidariedade para com os
povos, onde não havia liberdade plena de expressão e de organização política.
Já em outubro de 1984, alguns meses antes de fundar oficialmente a CASLA, foi
promovido um debate em Curitiba, com mais de 30 representantes dos partidos
políticos democráticos do Uruguai, dando assim a conhecer a importante luta
pela redemocratização daquele país. Nesta mesma linha, foram promovidas campanhas de esclarecimento junto à
população curitibana e paranaense, sobre a situação política do Chile e do
Paraguai. A luta pelos direitos humanos acabou ganhando espaço muito grande na CASLA
e, por ocasião do assassinato de Chico Mendes, a campanha no Paraná, de
denúncia da impunidade dos assassinos e de solidariedade com a causa ecológica,
foi lançada na sede da Casa Latino-americana. Pouco a pouco, nos demos conta de que a questão latino-americana era por
demais desconhecida no Paraná e no Brasil; latino-americanos eram os outros e
não os brasileiros, de preferência aqueles que falavam espanhol. Uma vez realizada a etapa inicial, de apoio aos processos de
redemocratização dos países latino-americanos, iniciamos uma segunda, mais
difícil, porém de caráter mais sistemático que foi a oferta de cursos sobre a
realidade sócio-político-cultural do Continente, bem como cursos de espanhol.
Foram realizados convênios com a Universidade Federal do Paraná, PUC-Paraná,
SEPL-IPARDES, Prefeitura de Curitiba-Fundação Cultural, para permitir um amplo
acesso aos cursos. Assim, foram realizados 4 cursos consecutivos sobre Formação
Histórica da América Latina, com professores especialistas na área, além de
palestras e filmes sobre os mais diversos aspectos da realidade social da
América Latina. Esses cursos eram oferecidos gratuitamente para lideranças
sociais, sindicatos, professores e alunos. Foram e continuam sendo realizados, também, cursos de música, com instrumentos
andinos (quena, charango, bumbo, zamponha), aulas de violão, cursos de tear
mapuche (chileno). Promoveram-se diversas exposições sobre artesanato latino-americano, mostras
de acervo (pintura, escultura, cerâmica) amazônico e andino. O mais importante disso, é que essas atividades são promovidas sempre em
parcerias com escolas, e com a participação da comunidade contribuindo assim
para que a cultura seja enfocada de maneira viva e coletiva. Pouco a pouco pudemos ir avaliando os resultados de nosso trabalho. Íamos
nos dando conta da importância das atividades educacionais, combinadas com as
atividades políticas, no sentido amplo da expressão. Necessitava-se conhecer
América Latina na sua complexa diversidade, mas também naquilo que constitui
sua singularidade, qual seja, suas raízes históricas comuns, seu idêntico
processo de inserção na economia internacional, seus desafios na área social,
seus graves problemas derivados de um processo de um "mal"
desenvolvimento e das mazelas de um subdesenvolvimento. Neste sentido, pudemos perceber que se tratava de ampliar nosso trabalho, de
maneira permanente, associando-nos a outras entidades que pretendiam assumir
atividades voltadas à sistematização do conhecimento e à sua divulgação junto à
comunidade. Não se tratava apenas de um trabalho de edição de textos (estes,
aliás também importantes), antes, significava identificar interesses políticos
de certas instituições (universidades,sindicatos, escolas, movimentos sociais)
em relação à questão latino-americana. A esta altura, a "questão latino-americana" já possuía um conteúdo
mais concreto, a saber, necessidade de se conhecer melhor a história, a cultura
e os problemas dos povos da América Latina; além disso, buscava-se associar
esse conhecimento com atitudes concretas, para identificar soluções para
problemas de ordem educacional, dos direitos humanos e de projetos de
desenvolvimento alternativo. Então, a CASLA inspira a criação de um Comitê, formado por instituições do
Paraná, de início, mas hoje também de outros países, cuja sigla é CILA (Comitê
para a Integração Latino-americana). A rigor, o CILA é um programa que contém
uma série de atividades, mas não chega a constituir-se em entidade jurídica. A
coordenação política deste programa pertence à CASLA e sua Coordenadora Geral é
a Dra. Gladys de Souza, primeira presidente da Casa Latino-americana. Com o CILA, os trabalhos foram deslocados da esfera pessoal, isto é, o
caráter voluntário das pessoas engajadas na proposta da CASLA, para a esfera
institucional. Infelizmente, um trabalho desta natureza teve que contar sempre
e apenas (o que não quer dizer que seja pouco!) com pessoas abnegadas à causa
dos direitos humanos e da integração da América Latina. Mais de cinco anos
antes de se falar em Mercosul, a Casa Latino-americana tentava organizar
setores da sociedade civil para os desafios da integração, que não pode ser
entendida apenas na perspectiva de intercâmbio comercial ou de associações de
grupos econômicos. Se a sociedade não souber, por si mesma, escolher os
mecanismos de integração (econômica, social, política) mais compatíveis com
suas necessidades e interesses, o que de fato acabará ocorrendo será uma
caricatura de integração. Nesta perspectiva, o CILA consegue dar um importante salto, do ponto de
vista da organização do trabalho voltado para a América Latina, no Paraná. Em
agosto de 1992, realiza-se sob os auspícios do CILA, na cidade de Marechal
Cândido Rondon, oeste do Paraná, no campus da FACIMAR, o I Congresso de
Educação para a Integração da América Latina (I CEPIAL); foi a primeira
experiência interinstitucional no Paraná, que reuniu diversas instituições
(acadêmicas, sindicais, movimentos sociais, escolas,etc.) em torno da
realização de um Congresso latino-americano de educação para a cidadania, envolvendo
setores importantes da sociedade civil. Estiveram presentes naquele I Congresso, aproximadamente 5.000 pessoas, de
diversos estados brasileiros e representantes de 9 países latino-americanos. Entre julho e agosto de 1994, conseguiu-se realizar o II CEPIAL, desta vez
em Maringá, no campus da UEM, onde participaram quase 10.000 pessoas do Brasil
e de 14 países da América Latina; debateram-se os seguintes temas: educação
pública, meio ambiente (terra, alimentação, saúde e habitação); cultura e política. O III CEPIAL deveria ter sido realizado em Londrina, norte do Paraná, na
sede da UEL, em 1996, de acordo ao compromisso assumido pelo Reitor no momento
dos trabalhos plenarios no II CEPIAL. Deu-se continuidade, após 1997, a diversos projetos educacionais e
culturais. A CASLA participa da Comissão Cultural Curitiba Pró-Mercosul, sendo
autora de diversas propostas concretas. Destaca-se principalmente o projeto
aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores da cidade de Curitiba e
sancionado pelo atual Prefeito, Cássio Taniguchi, ou seja, a criação de um
Parque da Cultura Latino-americana (Lei no. 9644, de 26 de agosto de 1999). A
Secretaria Municipal de Meio Ambiente firmará convênio com a CASLA para que
esta última coordene as atividades educacionais e culturais do Parque. Os desafios e as responsabilidades hoje, para a Casa Latino-americana, são
enormes, no sentido de assegurar este trabalho tão importante na divulgação,
sistematização e encaminhamento de propostas voltadas para o desenvolvimento
social integrado dos povos latino-americanos, pela via educacional e cultural.
Este trabalho trará resultados se cada uma das instituições envolvidas com este
projeto souber criar as condições interna e externamente para, de forma
associada, permitir dar continuidade ao mesmo. É cedo ainda para a CASLA retirar-se da condução deste projeto. Necessita
estar presente e à frente desta iniciativa, instigando, organizando, cobrando,
enfim explicitando os rumos políticos, na perspectiva dos direitos humanos, da
cidadania e do desenvolvimento social integrado. Queremos prestar homenagem aqui, em nome de todos, a milhares de pessoas que
participaram e participam de uma forma ou de outra, do nosso projeto de uma
América Latina menos injusta, mais solidária e mais latino-americana. AMÉRICA LATINA NÃO É APENAS UMA
IDÉIA, É UMA TENTATIVA PERMANENTE DE SERMOS NÓS
MESMOS. ANO-1985 " Nesses
séculos de nossa história, buscamos nossa
identidade cultural, e histórica, inspirados no
índio, no negro, no imigrante e na fusão posterior
das raças; tão bem representadas pela
literatura, pela música , pelo teatro e pelo cinema, pelo folclore e
artes plásticas " Dra . Gladys
de Souza
Presidente
da CASLAa Casa l atino-americana Através da divulgação sistemática dos mais diversos aspectos
sócio-político-culturais da América Latina, a CASA LATINO-AMERICANA assessora
as mais distintas entidades da sociedade civil, interessadas em aprofundar a
integração latino-americana, de acordo ao seu estatuto. Esta atividade de
divulgação, formação e assessoria é realizada através de publicações,
seminários, vídeos, palestras, cursos, programas de rádio, congressos, etc. Desde seu início , a CASLA tem desenvolvido permanentemente estas
atividades, assim como outras, voltadas à defesa dos Direitos humanos e à
consolidação do processo democrático na América Latina. Fundada em Curitiba no mês de junho de 1985, a CASA LATINO-AMERICANA-CASLA-
é uma entidade civil, sem fins lucrativos, com registro em cartório n 4.532,
declarada de utilidade pública Estadual sob o n 8.505, de junho de 1987, e lei
Municipal sob o n 7.470, de 11 de junho de 1990. A CASLA possui sua inscrição
de CGC, sob o n 78944642-36. JORNADA DE SOLIDARIEDADE COM O POVO URUGUAIO- Antes do período de normalização do processo democrático daquele país, a
CASLA contribuiu para divulgar a luta de resistência democrática do povo
uruguaio, promovendo um evento político-cultural na cidade de Curitiba, no mês
de outubro de 1984, com a presença de políticos, sindicalistas e artistas
daquele país que vieram divulgar e intercambiar experiências com o povo
paranaense. O evento político ocorreu nas dependências da Assembléia Legislativa do
Estado do Paraná e as apresentações culturais ( Grupo de Murga "Falta y
Resto" de Montevidéu) foram realizadas nas ruínas de São Francisco. Este evento serviu de exemplo para que se desse continuidade a este tipo de
atividade, culminando com a oficialização da CASLA, em junho de 1985. Na luta pela conquista da cidadania e pela afirmação dos Direitos Humanos, a
Casa Latino-americana promove em 1985, uma série de eventos e debates sobre a
realidade sócio-político-cultural dos países da América Latina: REALIDADE POLÍTICA CHILENA Palestrantes: Escritor e professor EMIR SADER ( USP ) Prof. chileno EDUARDO
PEREZ Revista Análisis Professor DIMAS FLORIANI ( IPARDES-UFPR ) SEMANA AMÉRICA LATINA SEM FRONTEIRAS Este evento marcou a comemoração fundacional da CASA LATINO AMERICANA:CASLA,
e teve a seguinte programação: 1) ALTERNATIVAS POLÍTICO-ECONÔMICAS DO CONTINENTE Palestrantes: Dr. MANOEL XAVIER - Senador uruguaio :Partido Socialista Prof. TEOTÔNIO DOS SANTOS -Sociólogo brasileiro 2) EDUCAÇÃO NA AMÉRICA LATINA Palestrantes: CEAAL-UNESCO-CENTRO DE EDUCAÇÃO DE ADULTOS DE AMÉRICA
LATINA-BUENOS AIRES ASSOCIAÇÃO DE PROFESSORES DE ARTIGAS - URUGUAI SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO PARANÁ,
PROFª GILDA POLI ROCHA LOURES ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DO PARANÁ PROFESSORES PARAGUAIOS 3) PATRIMÔNIO CULTURAL LATINO-AMERICANO Palestrantes: Prof. OLIMPIO SERRA e Prof. MAGNO VILELA- REPRESENTANTES DO
MINISTÉRIO DA CULTURA No final de sua saudação à fundação da Casla, o Prof. Magno José Vilela
falou: ‘’Acolham esta citação dos versos de Pablo Neruda, poeta chileno, em ‘’Canto
General’’,como homenagem dos povos latino-americanos, que ainda se debatem com
a espessa noite da opressão, como é o caso do povo chileno. Aceitem-a também
como o lema de nossa fraternidade, estampada em nossos corações, e nas paredes
desta Casa Latino-Americana.’’ ‘‘Hoy a esta casa, padre, entra conmigo. Te mostraré las cartas,el tormento De mi pueblo,del hombre perseguido. Te mostraré los antiguos dolores. Y para no caer, para afirmarme sobre la tierra continuar luchando, Deja en mi corazón el vino errante Del implacable pan de tu dulzura.’’( Pablo Neruda ) 4) DÍVIDA EXTERNA Palestrantes: Prof. DÉRCIO MUNHOZ - UNB ANTÔNIO MEDAWUAR, jornalista. 5) Durante a realização da semana AMÉRICA LATINA SEM FRONTEIRAS, em outubro
de 1985, apresentaram-se os seguintes conjuntos musicais: GRUPO BOLÍVIA CANTA- BOLIVIANOS GRUPO HUAYRA- PERUANOS GRUPO PANAMÁ- PANAMENHOS JESÚS RODRIGUEZ- URUGUAIO ALECIR GOMEZ - PARANAENSE GRUPO PARAGUAI- VICTOR MANUEL BRITES E OUTROS GRUPO PUKARÁ GRUPO D`AMÉRICA- MAURO ROCKEMBACH- COORDENADOR ABERTURA, DA SEMANA ~AMÉRICA LATINA SEM FRONTEIRAS ~ AMÉRICA LATINA: A BUSCA DE SOLUÇÕES AOS PROBLEMAS COMUNS PALESTRA proferida pela Dra. GLADYS DE SOUZA, presidente da Casa Latino-
americana "Não se trata aquí de dissecar as diversas teorias e interpretações
históricas da América Latina. Trata-se, contudo, de compreender o que é nossa
história, condição essencial para criar as bases de um entendimento prático de
nossa realidade social e cultural. Devemos olhar na perspectiva de um caminhar latino-americano que não esconda
o passado, que dele não faça "tábula rasa" e sobretudo que esse olhar
para diante seja fecundado pelo olhar crítico sobre o passado. Que essa Guerra del Tiempo não seja somente um recurso que Carpentier
utilizava para definir a dimensão temporal imaginária. O relatório dos conquistadores não é certamente igual aos relatos dos
conquistados. As expedições, a pirataria, o escravismo, as cortes, os
vice-reinados conformaram a prática, a ótica e o discurso exótico de uma
civilização européia que tratava os nativos de bárbaros, para legitimar os
métodos de repressão e dominação. A formação das economias e estados nacionais, no século XIX, moldados sob o
formato das sociedades do centro capitalista, mas sem contar com todas as suas
vantagens, consolidaram as classes oligárquicas agro-exportadoras que, embora
apoiadas em ideais libertadores e nobres, não foram suficientemente
revolucionárias para definir um projeto que incorporasse os mais amplos setores
populares. Ousar inovar, ousar imaginar. A política se é muitas vezes estreiteza,
paixão cega, interesse de pequenos grupos, pode ser também liberdade, ensaio
popular para o entendimento prático das contradições reais da sociedade. É portanto um aprendizado. A violência que sempre perpassou nosso continente
- a lado da retórica e da demagogia, para citar Octávio Paz - foi e é o método
de impor os grandes interesses de poucos. Contudo, a história da resistência
popular muitas vezes têm caído no engodo da violência dominante, respondendo
com violência fácil, desorganizada e imediatista. Naqueles países onde a tirania não deixou senão como única alternativa a
resistência popular armada, fez-se sentir quão forte é a mão do povo quando
este junta todas suas mãos. Entretanto, essa resistência vitoriosa tem sido
mais fácil naqueles países onde interesse imperialista instalou-se como enclave
econômico e político. Não são somente os interesses imperialistas que impedem a organização
política das camadas populares. Interesses não tão longínquos como poderiam
parecer à primeira vista, internos, constituem formas complexas, mediações não
tão evidentes, associações sólidas e propósitos econômicos e políticos das
classes dominantes, enquadrados em molduras atraentes, carimbadas for export,
chanceladas pela inteligência progressista que defende o crescimento econômico
a todo custo, apologista portanto de um capitalismo moderno, miragem de uma
sociedade que poderia ser diferente e melhor; com a única condição que
permaneça igual. O capitalismo tardio do continente, desenvolvido à sombra das grandes
potências, aprendeu amargas mas sábias lições nos momentos dos maiores
conflitos inter-imperialistas, das crises cíclicas do capitalismo. Assim foi
1914, 1930, 1940 e 1973, crise que se prolonga e persiste. Foram aqueles momentos que nos ensinaram como melhor caminhar sozinhos. O
saldo ainda é pequeno, lentos os resultados. Sem embargo, as conjunturas de
crise não poderiam mascarar nossos problemas estruturais. Neste paradigma não
entram Cuba e Nicarágua. Ambas saídas de conjunturas revolucionárias. O exemplo
atual da Nicarágua ilustra bem as dificuldades que tem um povo, no atual
contexto de hegemonia norte-americana, de construir um projeto político
autônomo. Não bastam governos progressistas, se no essencial o Estado não se
democratizar de forma substantiva. A democracia substantiva não existe sem que se alarguem os espaços de
participação política de amplas camadas dos trabalhadores e dos subempregados
das cidades e do campo, sem que se promova a distribuição de renda, que se
adotem políticas sociais básicas de saúde, educação e outras. A população urbana ocupada na América Latina, em seu todo, passa de 44% em
1950 para 67% em 1980, enquanto a rural diminui de 55% para 32%, no mesmo
período. Apesar dessa mudança na participação relativa dos trabalhadores, o
subemprego é persistente, situando-se próximo dos 40% do conjunto do pessoal
ocupado das cidades e do campo, segundo cálculos da CEPAL. Só nas cidades, o
subemprego passou de 13% para 19% nas últimas 3 décadas. O capital financeiro, através de seu representante diplomático - o FMI -
legitimado por governos fortes do império financeiro, no intuito de preservar
suas elevadas taxas de lucro, reduziu as opções de política econômica dos
países devedores a jogos contábeis de exportação e importação. Além da
insolência em invadir os países para controlar as contas internas, salta à
evidência o fato de um só país, ao deter o monopólio da moeda internacional,
aumente as taxas de juros quando decide aumentar seus gastos públicos. Não é ocioso lembrar uma vez mais, que os latino-americanos não pagarão sua
dívida, sacrificando ainda mais seu povo, com miséria e fome. Ditaduras militares ainda persistem no continente em 1985. O imperialismo do
norte, na sua gigantesca insolência, financia, promove e legaliza a violência
armada contra os povos que resistem de pé e que buscam seu próprio destino.
Nada melhor do que a união popular continental para derrotar os agressores. Não se deve pretender construir uma civilização calcada no ódio e no
fanantismo. Porém, um povo não deve calar-se quando não se deixa falar. Nesses séculos de nossa história, buscamos nossa identidade cultural e
histórica, inspirados no índio, no negro, no imigrante e na fusão posterior das
raças, tão bem representadas pela literatura, pela música e dança, pelo teatro
e pelo cinema, pelo folclore e artes plásticas. Muito poderíamos falar de nossa história, da saga anônima de um povo sofrido
porém digno. Hoje, inauguração dessa nossa modesta iniciativa, a criação de uma Casa
Latino-Americana, local de convergência cultural e política da cidadania
latino-americana, é a tentativa de semearmos a busca de soluções aos problemas
comuns e que desafiam a criatividade dos setores sociais populares, os
trabalhadores líderes de movimentos sociais, artistas, estudantes e outras
categorias sociais. Nesta semana de AMÉRICA LATINA SEM FRONTEIRAS, que hoje se inaugura, serão
debatidas questões econômicas, políticas e culturais. Desejamos as boas vindas a todos os latino-americanos aqui presentes,
esperando que este evento seja o início de uma caminhada fecunda e solidária.
Não poderíamos deixar de lembrar a memória de nossos heróis, que lutaram por
uma América Latina unida, de Simón Bolivar e Ernesto Guevara, para citar os
maiores BEM- VINDOS - BIENVENIDOS TODOS Diretoria - 1985 Dra. Gladys de Souza- Médica, Presidente da CASLA Prof. Dimas
Floriani -Sociólogo- Raquel Sizanoski - estudante Profª Mariza Bértoli. Artista
Plástica Walter de Souza- Técnico em telecomunicações Elisabeth Azevedo-
Socióloga. Aldir Kleinke- Músico. ANO - 1986 " Me place el libro, la densa
materia del trabajo poético, el bosque de la literatura, me
place todo, hasta los lomos de los libros. Pero,no las etiquetas de las
escuelas. Quiero libros sin escuelas y sin
clasificar como la vida " Pablo Neruda O conteúdo programático continua em torno da unificação do caráter da luta
democrática dos povos latino-americanos, bem como o realce dessa luta em prol
dos direitos humanos. Só assim a integração ganha corpo. A CASLA percebe cada
vez mais a importância de romper o isolamento entre os povos latino-americanos,
e realiza a seguinte programação em 1986: SITUAÇÃO POLÍTICA PARAGUAIA 1-Encontro com estudantes universitários de Asunción- Paraguai- Debate 2- Debate na RÁDIO CAPITAL com professores e estudantes paraguaios.
Coordenação ISABEL MENDES EVENTO CULTURAL Grupos latino-americanos- Prestigiamento a músicos locais. local: Centro
Comunitário- Prefeitura de Curitiba CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS Encontro de LIDERANÇAS INDÍGENAS , GRUPO CONSCIÊNCIA NEGRA e SEM TERRA O INDIO NA AMÉRICA LATINA Encontro de lideranças indígenas na Assembléia Legislativa do Paraná-
Curitiba PALESTRAS PROFERIDAS PELA CASLA DURANTE 1986 1) SITUAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL DA AMÉRICA LATINA I) A convite do: Centro Acadêmico Hugo Simas - Fac. de Direito UFPR. Colégio
Estadual do Paraná Palestrante: Dra. GLADYS DE SOUZA II) Universidade Estadual de Ponta Grossa Palestrantes : Jornalista PAULO
SCHILLING- CEDI - SP Dra. GLADYS DE SOUZA III) Diretório Central dos Estudantes - DCE - UFPR Palestrante: Dra. GLADYS
DE SOUZA FLORIANI IV) Colégio Medianeira de Curitiba Palestrante: Prof. DIMAS FLORIANI NICARÁGUA: POVO EM LUTA PELA LIBERDADE Palestras e debates sobre a revolução da Nicarágua Palestrantes: EMBAIXADOR DA NICARÁGUA- prof. JORGE JENKINS. prof. DIMAS FLORIANI-UFPR
Solicitação ao Governo do Estado do Paraná, de apoio técnico à agricultura na
Nicarágua. LIBERDADE PARA OS PRESOS POLÍTICOS CHILENOS Campanha de solidariedade à luta do povo chileno e arrecadação de recursos
com a finalidade de financiar apoio jurídico visando a liberdade daqueles que
dela foram privados, pelo regime fascista do General Pinochet. Em 1986: Diretoria: Dra. Gladys de Souza / Prof. Dimas Floriani /
Profª Mariza Bertoli / Elisabeth Azevedo / Aldir Kleinke / Walter de Souza /
Raquel Sizanoski. ANO-1987 " A
democratização da informação crítica auxiliará, certamente, na
tarefa de colocar ao alcance da população, os meios que
possibilitem a escolha de melhorescaminhos para o
desenvolvimento sócio-cultural de nossos povos" Prof. Dimas Floriani CASLA- UFPR Em 1987, a CASLA realiza dezenas de atividades de caráter eventual e outras
permanentes (convênio com a UFPR - Pró Reitoria de Extensão e com a Secretaria
de Estado de Planejamento do Paraná, para a realização de cursos sobre História
da América Latina). Dentre as atividades de caráter permanente, destacam-se
aquelas que visam oferecer um conhecimento mais aprofundado, através de cursos,
seminários e palestras sobre a realidade sócio-político-cultural da América
Latina. CURSO FORMAÇÃO HISTÓRICA DA AMÉRICA LATINA Curso em convênio com a Universidade Federal do Paraná- UFPR (Reitor RIAD
SALAMUNI), Secretaria do Planejamento e IPARDES. Aberto à comunidade. Carga
Horária: 48 horas, com certificado da UFPR. Coordenador do Curso Prof. DIMAS FLORIANI Professores: LUIZ ROBERTO LOPEZ, ENRIQUE AMAYO ZEVALLOS, LUIZ FERNANDO
AYERBE ENCONTRO DE LIDERANÇAS INDÍGENAS CONTRA A IMPUNIDADE "Na última semana assistimos
impotentes ao massacre de índios da tribo TIKUNA do Amazonas, por parte dos
latifundiários que não vacilam em sacrificar vidas humanas, para se apossarem
das terras indígenas. Não nos deixemos levar pela indiferença. Vamos marcar nosso
protesto contra a impunidade. Os índios merecem nosso apoio". ( CASLA,
21 de abril de 1987) Evento foi realizado no período de 13
a 15 de abril, resultando num documento entregue em Brasília, via Governador do
Estado do Paraná, como expressão dos anseios dos indígenas brasileiros à nova
Constituição em fase de elaboração. INSTALAÇÃO DA ESCOLA DE MÚSICA VICTOR JARA Com o intuito de ensinar instrumentação musical de distintas regiões
latino-americanas (Andes, pampas, altiplanos, etc.) criou-se uma escola de
música, sob a coordenação do Grupo d’América, com o nome do músico chileno
Victor Jara, assassinado pela ditadura militar chilena, em setembro de 1973. EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS Expositores: FELIPE CASTILLO - CRISTINA PIZARRO -chilenos MEDICINA SOCIAL NA AMÉRICA LATINA Palestrante: Dr. SAUL FRANCO - sanitarista e professor de medicina
preventiva da Universidade de Antióquia, Colômbia. Co-promoção:
NESCO/CEBES/Coordenação de Nutrição da UFPR. CRIANÇA E A QUESTÃO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA Palestrante: Profª JOSEFA ADRIANA FERREIRA - Pedagoga - assessora do IADES -
SP. JORNADA DE AMIZADE COM OS INDIOS KRAHÔ - KAINGANG - GUARANI Co-promoção: CASLA/DCE-UFPR/UPE Coordenadora: Dra. GLADYS DE SOUZA " Queremos estabelecer com a CASLA uma relação de companheirismo e
amizade nessa luta pela melhoria das condições das comunidades indígenas de
Goiás" (ALBERTO HA-POHÍ-KRAHÔ - ALDEIA XUPÉ - GOIÁS). CURSO BÁSICO DE LINGUA ESPANHOLA Considerado pela CASLA como importante instrumento político-cultural de
integração com os demais povos latino-americanos, o conhecimento da língua
espanhola. Convênio PUC/PR-CASLA. Coordenação do Curso: ELISABETH AZEVEDO. Local:CASLA. O PADRÃO DE INTERNALIZAÇÃO TECNOLÓGICA NA AMÉRICA LATINA Palestrantes: Prof. CESARE G. GALVAN - economista, professor e pesquisador
internacional. Profa. GINA GULINELI PALADINO - Diretor do CONCITEC - economista. Coordenador: Prof. DIMAS FLORIANI. ENCONTRO NACIONAL DA MULHER INDÍGENA Coordenação de ENAIÊ MUIRAQUITÃ. Reunião de diversas lideranças indígenas
(femininas e masculinas), em Curitiba, outubro de 1987. Apoio Casa
Latino-Americana. MULHERES NA AMÉRICA LATINA "SEMANA DO ASSISTENTE SOCIAL " Palestrante: Dra. GLADYS DE SOUZA. A convite do Sindicato das
Assistentes Sociais. EDUCAÇÃO NA AMÉRICA LATINA Palestrante: Prof. DIMAS FLORIANI. Local: Colégio Medianeira, Curitiba, Paraná. Diretoria ANO 1987 : Dra.Gladys de Souza (Presidente) Mariza
Bértoli Dimas Floriani João Elio Graciolli Acacia Ruppel Raquel Sizanoski Elizabeth Azevedo Walter de Souza Aldir
Kleinke Mauro Rockembach ANO - 1988 "Se uma
sociedade não se conhece suficientemente e desconhece as
demais e pouco provável que tenha êxito em definir
seus rumos históricos e as tarefas de seu
desenvolvimento" Prof. Dimas
Floriani -CASLA- UFPR HOMENAGEM A OLOF PALME Palestrante: Sr. KRISTER KUMLIN - EMBAIXADOR DA SUÉCIA NO BRASIL. debatedores: prof. FRANCISCO DE MAGALHÃES - SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO DO
PARANÁ. prof. DIMAS FLORIANI (SOCIÓLOGO, prof. da UFPR e MEMBRO DA CASLA) prof. RIAD SALAMUNI (REITOR DA UFPR) Quem foi OLOF PALME: Ex primeiro ministro sueco é um dos principais da
social-democracia contemporânea, assassinado em 1986, caracterizou-se por
atitudes firmes em prol da democracia e contra os abusos das grandes potências,
como no caso da Guerra do Vietnã, assim como sua decisão de proteger e dar
asilo aos perseguidos do Regime Ditatorial chileno do General Pinochet, em
1973. "Quero manifestar à presidente da CASLA, Dra. Gladys de Souza e a seus dedicados colaboradores, meus melhores agradecimentos. Fiquei
bastante impressionado com seu trabalho e espero sinceramente que a Casa
Latino-Americana continue a manter-se em suas atuais premissas."
(Embaixador Krister Kumlin).
EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS E PINTURAS Expositores: EMILIO BOSCHILIA STELA GIULINAI ELIZETE CHIPANSKI DIREITOS HUMANOS NA AMÉRICA LATINA: DESAPARECIDOS NA ARGENTINA DURANTE O
PERÍODO MILITAR. Palestrante: SUZANA DILLON (MADRE DA PLAZA DE MAYO - Rio Cuarto, Argentina) II CURSO BÁSICO DE ESPANHOL Convênio PUC/CASLA (Coordenadora ELISABETH AZEVEDO) A QUESTÃO DO ESTADO NA AMÉRICA LATINA Palestrante: Dr. CARLOS ARTUR KRÜGER PASSOS - Diretor Presidente do IPARDES
e Prof. da UFPR. II CURSO: FORMAÇÃO HISTÓRICA DA AMÉRICA LATINA Convênio: UFPR / IPARDES / CASLA Coordenador: PROF. DIMAS FLORIANI Professores ministrantes: DR. LUIZ ROBERTO LOPEZ -UFRS DRA. SUZANA BLEIL DE
SOUZA - UFRS MUDA PARAGUAY Com o objetivo de apoiar a luta do povo paraguaio, pela democratização de
seu país, a CASLA, juntamente com organizações sociais e políticas realizaram
este evento. 1) Abertura: "Mostra Muda Paraguay" - com gravuras do artista
plástico JOÃO ROSSI -SP entre outros. 2) " Partidos Políticos e Ditadura no Paraguay" - Palestrante :
Jornalista EDILIA PIRES - SP. UNIVERSIDADE E SOCIEDADE Palestrante: Prof. MÁRIO PEDERNEIRAS (Pró-Reitor de Assuntos Comunitários -
UFPR). ENCONTRO DE AGENTES COMUNITÁRIOS- Co-promoção Secretaria do Trabalho
do Paraná :CASLA A ECONOMIA LATINO-AMERICANA NO PÓS-GUERRA Palestra:Prof. FRANCISCO DE BORJA MAGALHÃES FILHO, SEC. DO PLANEJAMENTO DO
ESTADO e prof. da UFPR. PARANÁ: ORIGENS DOS ATUAIS CONFLITOS Palestra do Professor DIMAS FLORIANI (CASLA/ IPARDES / UFPR) PARTICIPAÇÃO DO ÍNDIO NA CONSTITUINTE Relato de ADÃO TERENA (ÍNDIO
TERENA) JORNADA SOBRE ADOÇÃO INTERNACIONAL Debate sobre aspectos jurídicos da adoção e sobre o tráfico de bebês. Participação: CURADORIA DO MENOR DO PARANÁ PROF. JOÃO DOS SANTOS FILHO (UEM / IADES) PROF. DIMAS FLORIANI (UFPR/CASLA) DRA. GLADYS DE SOUZA (CASLA) RECITAIS POÉTICOS MUSICAIS Atividades semanais, com participação de artistas de vários países
latino-americanos. EQUIPE COORDENADORA E EXECUTORA DA CASLA: 1988 Dra. Gladys de Souza (Presidente) Profª Elisabeth Azevedo, João
Elio Graciolli, Raquel Sizanoski, Mariza Bértoli. Walter de Souza, Acácia Ruppel, Prof. Dimas Floriani. ANO-1989 "Que não haja terra sem
homens nem homens sem terra". LUTA EM DEFESA DOS POVOS DA FLORESTA Homenagem a CHICO MENDES. Debate com entidades ambientalistas, sindicatos,
movimentos sociais e autoridades governamentais.Local: CASLA REFERENDUM POPULAR Debate sobre o plebiscito realizado no Uruguai (preparatório), a pedido de
instituições ligadas aos DIREITOS HUMANOS, em relação ao julgamento de
militares envolvidos em torturas e mortes, durante o período de ditadura
militar uruguaia. III CURSO: FORMAÇÃO SOCIAL E HISTÓRICA DA AMÉRICA LATINA Coordenação: Prof. DIMAS FLORIANI Professores ministrantes: LUIZ ROBERTO LOPES - UFRS SUZANA BLEIL DE
SOUZA-UFRS EDUCAÇÃO EM CUBA Palestra proferida pela profª BEATRIZ DIAZ e profª MARINA MAJOLI -
UNIVERSIDAD DE LA HABANA -CUBA. Co-promoção: CASLA / UEM / UFPR EM DEFESA DA AUTODETERMINAÇÃO DOS POVOS Ato público realizado contra a intervenção e presença militar
norte-americana no Panamá. Participação de todas as entidades da sociedade
civil organizada. III CURSO BÁSICO DE ESPANHOL Convênio: CASLA / PUC Coordenação:
ELIZABETH AZEVEDO AMÉRICA LATINA NOS ANOS 90 Em outubro de 1989, a Casa Latino-Americana convoca entidades e
escolas públicas de ensino, sindicatos e movimentos populares para, juntos,
desenvolverem um trabalho à procura de novos caminhos para o desenvolvimento
integrado da América Latina. As seguintes entidades comprometidas politicamente
com os nossos povos compareceram , no intuito de discutirem a instalação de um
fórum de debates permanentes, relacionado com a realidade política, cultura e
social da América Latina: SEC. DE PLANEJAMENTO E COORD. GERAL DO ESTADO/PR - PREFEITURA MUNICIPAL DE
CURITIBA - UFPR SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO/PR - SEC. MUN. DE EDUCAÇÃO DE CURITIBA -
FUNIOESTE IADES / SP FUNDAÇÃO CULTURAL DE CTBA SINDICATO DOS SOCIÓLOGOS, ECONOMISTAS e CENTRAIS
SINDICAIS DO PR UNAMI - SEC. DE CULTURA DO ESTADO/PR - UNIVERSIDADES DE LONDRINA, MARINGÁ e
PONTA GROSSA NESTE EVENTO, FORAM DEBATIDOS OS SEGUINTES TEMAS: 1) EXPERIÊNCIA DE INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA Palestrante: Prof. GUILLERMO PIERNES - Representante da OEA no Brasil 2) PERSPECTIVAS DA INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA Palestrantes: PROF. DIMAS FLORIANI (UFPR / CASLA) SENADOR FRANCO MONTORO
(ILAM-SP) PROF. JOÃO DOS SANTOS FILHO (UEM / IADES) Coordenador: PROF. ROMAR TEIXEIRA NOGUEIRA 3) EDUCAÇÃO E UNIVERSIDADE NA INTEGRAÇÃO PROF. JOSÉ KUIAVA - FUNIOESTE/PR PROFA. ESTELA OKABAYASKI FUZII - (NTE - UEL/PR) 4) LUTAS SOCIAIS NA INTEGRAÇÃO LATINO AMERICANA CENTRAIS SINDICAIS: CUT, CGT, CSC Ao evento América Latina nos anos 90, estiveram presentes, entre outras, as
seguintes autoridades diplomáticas : CÔNSUL DA REP. DE EL SALVADOR: SRA. CAROL PADILLA CÔNSUL DO PARAGUAI -
CARLOS GOANA V. EMBAIXADOR DA NICARÁGUA: DR. SÉRGIO JIMENEZ EMBAIXADOR DO PANAMÁ: VICTOR
BARLETA CÔNSUL DO SENEGAL - OZIEL MOURACÔNSUL DA REPÚBLICA DO PERU - GUIDO VILLA
VICENTE PEREZ Como resultado deste encontro, é criado o "COMITÊ PARA A INTEGRAÇÃO
LATINO AMERICANA" (CILA), que passará a desenvolver, sob a inspiração
e COORDENAÇÃO DA CASA LATINO-AMERICANA E DE SUA PRESIDENTE, DRA. GLADYS DE
SOUZA, atividades articuladas em todo o Paraná e voltadas à realização
sócio-político-cultural da América Latina. Após várias reuniões com as instituições, elabora-se o estatuto e o plano de
trabalho A EDUCAÇÃO NO BRASIL, SOB OUTRA PERSPECTIVA CURSO promovido pela CASLA - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ - SECRETARIA
MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CURITIBA - SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO -
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE POPULAR DO TRABALHO (UPT). PROFESSORES da UEM: LÍZIA H. NAGEL -FÁTIMA M. NEVES ROCHA -CLAIR FELIS
-IVANIRA VERALDO COORDENAÇÃO: PROF. MARIA LUIZA FRANTZ. Secr.Municipal de CTBA. DRA. GLADYS
DE SOUZA -CASLA ENCONTRO NACIONAL DE MULHERES INDÍGENAS Palestra: A Mulher Indígena do Brasil Palestrantes: ENAIÊ MAIRÊ (A lingua Guarani) Dr. MOISÉS PACIORNIK (Saúde da mulher) Prof. CARLOS ALBERTO FARACO - REITOR DA UFPR INTEGRAÇÃO DOS TRABALHADORES LATINO-AMERICANOS DEBATE COM AS CENTRAIS SINDICAIS Co-promoção: CASLA, UPT, SME/CTBA, UFPR, SINDICATO DOS SOCIÓLOGOS E DOS
ADVOGADOS DO PR. FUNIOESTE IADES / SP EQUIPE COORDENADORA DA CASA LATINO-AMERICANA: 1989 Dra. Gladys de Souza (Presidente) Profª Elisabeth Azevedo, João
Elio Graciolli, Raquel Sizanoski, Mariza Bértoli. Walter de Souza, Acácia Ruppel, Prof. Dimas Floriani. ANO-1990 A CASA LATINO-AMERICANA OFICIALIZA NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ, EM
23 DE MARÇO DE 1990, O COMITÊ PARA INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA, FICANDO A
COORDENAÇÃO GERAL A CARGO DA CASLA E SEPL, REPRESENTADAS NESTA INSTÂNCIA PELA
DRA. GLADYS DE SOUZA. 1° BOLETIM CILA 1° BOLETIM DO CILA, COORDENADO pela prof. ESTELA OKABAYASKI FUZII e prof.
DIMAS FLORIANI. Para este evento, organiza-se um Encontro na UNIVERSIDADE ESTADUAL DE
LONDRINA, com a presença de reitores, professores e estudantes da UEM, UEL e
CASLA/SEPL. Foram proferidas palestras sobre Integração Latino-Americana.
(Palestrantes: Prof. HUGO VELA - UEL - e Dra. GLADYS DE SOUZA -
CASLA/SEPL). ESPAÇO LATINO-AMERICANO No I Congresso Latino-Americano de Legisladores Municipais onde a CASLA
participou proferindo a palestra de abertura AMÉRICA LATINA NOS ANOS 90, tendo
como palestrante o Professor Dimas Floriani; foi entregue pelo prefeito de
Curitiba Dr. Jaime Lerner uma área de 2.631 m2 onde pretende-se construir o
espaço para a sede da Casa Latino-Americana, através de doações da comunidade e
do governo. RECONHECIMENTO PELO TRABALHO EM PROL DA INTEGRAÇÃO E DOS DIREITOS HUMANOS Os VEREADORES DA CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA, através de requerimento DO
VEREADOR JORGE MIGUEL SAMEK (PT), envia CONGRATULAÇÕES À CASLA, tendo em vista
o trabalho desempenhado pela mesma. O PAPEL DO CIENTISTA SOCIAL NA SOCIEDADE BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA Palestra proferida pelo Dr. DIMAS FLORIANI, em ocasião do "IV Congresso
Estadual dos Sociólogos do Paraná". AMÉRICA LATINA E MOVIMENTOS SOCIAIS Palestrante Dra. GLADYS DE SOUZA no "IV Congresso Estadual
dos Sociólogos do Paraná". ABORDAGEM DA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA LATINO-AMERICANA CURSO INTENSIVO promovido pela CASLA, nas depedências da UPT, nosdias
13 e 14 de julho de 1990. IV CURSO DE FORMAÇÃO SOCIAL E HISTÓRICA DA AMÉRICA LATINA Prof. Luiz Roberto Lopez - UFRS Profa. Suzana Bleil de Souza - UFRS Promoção CASLA / IAM - SME/Ctba. Local: Parque de Ciências - Prefeitura Municipal de Curitiba. AS MISSÕES DE GUAÍRA E A INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA Palestra proferida na FACIMAR - Mal. Cândido Rondom Palestrante: Erneldo Schallemberg -Funioeste MATERIAL DIDÁTICO ELABORAÇÃO e IMPRESSÃO de CARTILHA CONTENDO INFORMAÇÕES SOBRE A REALIDADE
LATINO-AMERICANA, dirigida às escolas de 2° e 3° graus. os seguintes artigos
foram de autoria de professores que, sem ônus, cederam seus trabalhos: prof. DIMAS FLORIANI "CRISE ECONÔMICA E AMÉRICA LATINA" prof. PAULO ASTOR " LITERATURA" prof. FRANCISCO REHNER "GEOGRAFIA" prof. SÉRGIO AGUILLAR " PÓVOS PRÉ-COLOMBIANOS" prof. ADALBERTO FÁVERO "INDAGAÇÕES CONCLUSIVAS" prof. GERALDO B. HORN "ELEMENTOS DE FORMAÇÃO HISTÓRICA" desenhistas: NÍCOLAS FLORIANI e RANGHEL FLORIANI. SEMANA AMÉRICA LATINA NAS ESCOLAS Relatório final dirigido às autoridades governamentais, sindicatos de outras
que fazem parte do CILA: A Casa Latino-Americana (CASLA) existindo desde 1985, lançou em 12 de
outubro de 1989 a criação do Comitê para Integração Latino-Americana (CILA), do
qual fazem parte todas as Universidades Públicas do Estado do Paraná, as
Secretárias de Educação Estadual e Municipal de Curitiba, as Secretarias de
Cultura Estadual e Municipal de Curitiba, Sindicato dos Sociólogos do Paraná,
Universidade Popular do Trabalho (UPT), Secretaria de Planejamento do Estado e
Coordenação Geral, Instituto de Análises e Desenvolvimento Sócio-Econômico de
São Paulo. Cabe a este Comitê principalmente, entre outras finalidades, manter
informada a comunidade sobre a realidade da América Latina. Neste sentido, as entidades
integrantes do CILA decidiram apoiar a realização de uma Semana
latino-americana nas Escolas do Paraná, proposta pela CASLA. Reunidos no dia 16 de agosto de 1990, na Superintendência da SEED na
presença do Superintendente, Professora Maria Dolores Martinez, representante
dos Departamentos de ensino da SEED, da Secretaria Municipal de Educação de
Curitiba, da Universidade Popular do Trabalho (UPT), Fundação Cultural de
Curitiba, Sindicato dos Sociólogos e Núcleo Regional de Ensino de Curitiba e Casa
Latino-Americana decidiram que o referido evento realizar-se-ia nas escolas de
acordo com as possibilidades de cada uma. O CILA apoiaria no sentido de propiciar aos alunos: 1) assessoria sobre a
realidade latino-americana; 2)viabilização de uma exposição com acervo
latino-americano, evento que seria acompanhado de palestras; 3)iniciaria a
experiência de intercâmbio entre alunos de escolas públicos da América Latina.
Na referida reunião designaram-se pessoas que fariam parte das coordenações,
possibilitando assim a realização dos trabalhos acima citados. O Núcleo regional de Curitiba comprometeu-se fazer contato com os 22 Núcleos
Regionais de Ensino do Paraná, através de correspondência visando o intercâmbio
de sugestões e participação de todas as Escolas do Paraná. Da mesma forma,
entraria em contato com 24 estabelecimentos de ensino correspondentes às áreas
do Município para a centralização do projeto que seria irradiado para as demais
escolas circunvizinhas. A representante da Secretaria Municipal de Educação
trataria da, junto à Secretaria Municipal de Educação, a possibilidade de
participação das Escolas Municipais de forma mais integrada. Ficou estabelecido
que se faria junto à comunidade o levantamento do acervo disponível sobre
América Latina, da mesma forma que os países que participariam das primeiras
experiências de intercâmbio seria a Bolívia e o Uruguai, entre outros.
Concordou-se em convocar estudantes latino-americanos conveniados à UFPR para
proferirem palestras nas Escolas. Uma outra proposta da SEED foi de promover a
organização de relatórios elaborados pelas Escolas envolvidas na programação
que os encaminhariam nos Núcleos Regionais de Ensino servindo de memória sobre
o evento. A SEED comprometeu-se na filmagem do evento, assim como do registro
fotográfico. Uma vez decidido o primeiro projeto SEMANA LATINA NAS ESCOLAS, o CILA
estabeleceu contatos com a comunidade escolar através dos Núcleos Regionais do
Paraná à procura de respostas ao projeto. O contato com os professores da rede
estadual, municipal e universitários de Maringá, Mal. Cândido Rondom e
Londrina, nos estimulou a continuar o trabalho frente à sua resposta imediata e
positiva. Em Curitiba, o CILA procurou numa primeira instância, pessoas e instituições
interessadas na participação e repasse de informações sobre a realidade
latino-americana e, na possiblidade de viabilizar o acervo para exposição. Nestas etapas foram de fundamental importância: SECRETARIAS DE EDUCAÇÃO
ESTADUAL E MUNICIPAL, as UNIVERSIDADES DE LONDRINA, MARINGÁ E MAL. CÂNDIDO
RONDOM, os NÚCLEOS REGIONAIS DE ENSINO, o SINDICATO DOS SOCIÓLOGOS, a
UNIVERSIDADE POPULAR DO TRABALHO (UPT), a SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO DO
ESTADO, o SERVIÇO PASTORAL DOS IMIGRANTES entre outras entidades. A resposta da comunidade possibilitou que o evento tivesse uma repercussão
em todo o Paraná. SOBRE O EVENTO 12/10/90 - SEMANA LATINO-AMERICANA NAS ESCOLAS, com a presença das
seguintes autoridades: SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO PARANÁ: profª. GILDA POLI ROCHA LOURES SECRETÁRIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO: profª. SUELI CONCEIÇÃO MORAES SEIXAS representando ao SECRETÁRIO ESTADUAL DE CULTURA: profª. JULIETA FIAHO DOS
REIS, CONSULESA DA REPÚBLICA DO PERU NANCY ALIAJA DE CESARIO representante da UNIVERSIDADE POPULAR DO TRABALHO (UPT): Sr. NILO CÉSAR
COELHO Presidente da Casa Latina Americana e Coordenadora-Geral do CILA, dra.
GLADYS DE SOUZA Destacando-se a presença de PROFESSORES, DIRETORES DE ESCOLAS E ALUNOS DA
REDE PÚBLICA DE ENSINO. ENTRE OS TRABALHOS QUE FORAM DESENVOLVIDOS DURANTE A SEMANA, DESTACAM-SE O
DEBATE REALIZADO NAS PRÓPRIAS ESCOLAS DE TODO O ESTADO, ASSIM COMO AS
COMUNICAÇÕES RECEBIDAS DE VÁRIOS MUNICÍPIOS INFORMANDO O ALCANCE DAS
ATIVIDADES, COMO EM CORNÉLIO PROCÓPIO, MARINGÁ, LONDRINA, FRANCISCO BELTRÃO E MARECHAL
CÂNDIDO RONDOM. Em Curitiba, como ficou decidido, o CILA cumpriu o projeto estabelecido
entre as instituições no dia 16/08/90, com exceção do intercâmbio de alunos,
devido a um problema que nos preocupa e impede uma maior integração, que é o
livre trânsito entre os países; ir e vir de pessoas constantemente é entravado
por trâmites burocráticos que impedem o bom relacionamento entre os povos. A exposição de artes e os debates realizados no Parque São Lourenço, contou
com um valiosíssimo acervo de vários países latino-americanos, cedido pela
comunidade e com uma equipe de apoio que difundiu informações de alto nível
cultural e político e com ALUNOS DAS ESCOLAS LOUREIRO FERNANDES e LEÔNCIO
CORREA que auxiliaram com muita dedicação os trabalhos. Simultaneamente, profissionais de diferentes áreas e representantes do Corpo
Diplomático de vários consulados da América Latina no Paraná proferiram
palestras que ajudaram a elucidar algumas questões desconhecidas de alunos e
professores sobre a realidade latino-americana. Como nosso objetivo principal visava a participação de alunos na reflexão e
debate sobre a situação da América Latina, consideramos que na mesa redonda
"O JOVEM NA AMÉRICA LATINA" realizada no dia 19/10/90, tivermos nosso
objetivo maior plenamente alcançado, já que alunos designados por diversas
Escolas mostraram através de suas participações espontâneas o real interesse no
processo de mudança na América Latina, por intermédio de debates realizados de
maneira permanente nas próprias Escolas. No encerramento da "SEMANA LATINA NAS ESCOLAS", realizou-se uma
confraternização, com apresentações de danças, músicas e teatro
latino-americano, com a participação das seguintes ESCOLAS: ESCOLA ESTADUAL
REPÚBLICA ORIENTAL DO URUGUAI, ESCOLA MUNICIPAL OMAR SABBAG, COLÉGIO ESTADUAL
LOUREIRO FERNANDES, COLÉGIO RIO BRANCO, COLÉGIO ESTADUAL DA POLÍCIA MILITAR,
ESCOLA ESTADUAL ERNÂNI VIDAL. Durante a confraternização, o sentimento latino tomou conta das crianças e
aflorou os anseios da integração, o querer conhecer melhor os povos irmãos. A
apresentação das escolas mostrou com dignidade como foi considerada a semana.
Por último, um grupo folclórico de música colombiana, patrocinada pela Editel,
mostrou através de sua arte, sua latinidade, à flor da pele. Como foi colocado no início deste relatório, é de fundamental importância o
repasse de informações à comunidade, sobre a realidade latino-americana.
Durante essa semana, constatamos que o debate deve ser urgentemente aberto, não
só para aqueles que opinam, mas principalmente dar oportunidade para aqueles
que não têm chance de fazê-lo. A integração inter-institucional no Paraná deverá ser uma das metas a ser
atingida urgentemente para alcançarmos plenamente nosso objetivo maior, a
integração latino-americana. Constatou-se no transcorrer das atividades na
preparação das mesmas, a urgência em viabilizar um acervo bibliográfico da
América Latina que possibilite manter informada a comunidade. SEMANA AMÉRICA LATINA NAS ESCOLAS (PALESTRAS) CHILE NO CONTEXTO DA AMÉRICA LATINA Luiz Celso Branco - Cônsul do Chile ASPECTOS CULTURAIS DA BOLÍVIA Mário Rivero - Diretor Cultural de Montero -Bolívia EL SALVADOR NO CONTEXTO DA AMÉRICA LATINA Carol Padilla - Cônsul de El Salvador no Paraná PANAMÁ E SUAS PECULIARIDADES Angelis N. Barcenas AMÉRICA LATINA E SEUS CONTRASTES Mariano Mattos Macedo - UFPR / IPARDES SAÚDE NA AMÉRICA LATINA Iso Ficher - Secretaria de Saúde COLÔMBIA NO CONTEXTO DA AMÉRICA LATINA José Manuel Hernández - EDITEL PERU - HISTÓRIA E CULTURA Nancy Aliaja De Cesario - Representando o Cônsul do Peru CULTURA INDIGENA NA AMÉRICA LATINA Bernardo Broitman -Argentino AS ÚLTIMAS MUDANÇAS POLÍTICAS NA AMÉRICA LATINA Carlos Roberto Valiente -Paraguaio O JOVEM NA AMÉRICA LATINA Debate entre jovens latino-americanos GUATEMALA E AMÉRICA LATINA Carol Canestraro - Representante do Consulado de El Salvador EQUIPE DE TRABALHO NA SEMANA GLADYS DE SOUZA - PRES. DA CASLA E COORD. GERAL DO CILA/SEPL, DIMAS FLORIANI, UFPR /CASLA, MARIA LUIZA FRANTZ-SME, ESTELA GULIANI-FCC, WILMA ESPÍNDOLA SEED/CASLA, RÉNIA DA COSTA, SEPL, NILO RAMOS, UPT, CARMEN SILVIA,SEED, BERNARDO BROITMAN, MARCOS REICHTEIN, MARIA DOLORES MARTINEZ - SEED. WALTER DE SOUZA-CASLA, ELIZABETH DE JOÃO-SEED, MANOEL HERNANDEZ-EDITEL Depoimento da Superintendência de Educação da Secretaria de Estado da
Educação, enviado à CASLA: " O objetivo maior da I SEMANA DE INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA, qual
seja o de trazer à baila questões comuns aos países que compõem esse grupo de
gente etnicamente tão diversa, mas de sentimentos tão próximos, foi, graças ao
trabalho incansável do CILA , da CASLA e da Comissão Organizadora, totalmente
atingido". Com a finalidade de colaborar para a formação de uma memória dos eventos patrocinados por V. S. e equipe, enviamos juntamente com nosso reconhecimento pelo brilhante trabalho desenvolvido, cópia das matérias públicas na imprensa paranaense". (Assinado: Sra. Maria de Dolores Martinez Dib - Superintendente da Educação). A CASLA participou ainda de diversos Encontros, Seminários e Congressos, em Escolas, Prefeituras, Sindicatos e Universidades I CONFERÊNCIA DE INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA, na cidade de Barracão. V ENCONTRO FEMINISTA DA AMÉRICA LATINA E CARIBE, em San Bernardo, Argentina; esteve presente também à SBPC, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. 2 BOLETIM DO CILA Lançamento na Universidade Estadual de Londrina - Coordenação de Estela Okabayaski Fuzii (Professora do NTE da UEL/PR). Equipe De Trabalho -1990 Gladys de Souza -CASLA\Cila\Sepl, Dimas Floriani, UFPR\ CASLA,Maria Luiza Frantz-SME, Estela Guliani-FCC, Wilma Espíndola SEED\CASLA, Rénia Da Costa, SEPL, Nilo Ramos, UPT, Carmen Silvia,SEED, Bernardo Broitman, Marcos Reichtein, Maria Dolores Martinez - SEED. Walter De Souza-CASLA, Elizabeth De João-Seed, Manoel Hernandez-EDITEL ANO-1991 "O verde circunda nossas vidas, o verde da esperança a esperança que significa não renunciar à ingenuidade de viver. Nossos jovens são a esperança estampada no vigor; a juventude é a própria vitalidade É verdade que a injustiça social na América Latina mata nossas crianças; nas ruas, nas favelas, nos campos, mas nossos jovens são tantos que sempre respondem com o canto da rebeldia, da coragem e da generosidade. E hoje nós jovens, lançamos um desafio na esperança de mudar a triste realidade social que impera em nossa querida América Latina." (Trecho do discurso proferido pela estudante NÁDIA FLORIANI em nome do Comitê para Integração da Juventude da América Latina - CIJAL, ao apresentar a logomarca "América Latina 500 anos"). CONCURSO LOGOMARCA " AMÉRICA LATINA 500 ANOS" Promoção conjunta CASLA -SEED- CILA, com a participação de alunos de 5ª a 8ª série de Escolas Municipais e Estaduais do Paraná. Na premiação dos vencedores estiveram presentes representantes do Ministério de Relações Exteriores e de Educação, assim como dos Consulados latino-americanos, autoridades municipais e estaduais, sindicatos e movimientos populares. A premiação foi oferecida pelo consulado do Paraguai em Curitiba. Leticia do Nascimento Sell- Colégio Santa Maria - Maria Luiza Marcondes -Escola Marechal Cândido Rondon, de Campo Mourão e Joice Adriana Mares- Escola César Lattes, de Cambira foram premiadas e viajaram a Assunção-Paraguai e onde foram recebidas pelo Ministro da Educação daquele país. VISTO PARA AMÉRICA LATINA PROJETO COORDENADO POR ESTUDANTES LATINO-AMERICANOS DE BOLÍVIA, PERÚ, PANAMÁ, URUGUAY, VENEZUELA, COLOMBIA, HONDURAS, NICARAGUA, CHILE E BRASIL Desenvolvido em escolas visando dar a conhecer América Latina, através de experiências de viagens realizadas pelos coordenadores e informações sobre seus próprios países. O projeto foi realizado em escolas públicas e particulares, merecendo congratulações das instituições envolvidas.
A INTEGRAÇÃO DA AMÉRICA LATINA Palestra proferida pela presidente da Casla, DRA. GLADYS DE SOUZA, na CÂMARA EMPRESIARAL JUNIOR.
A INTEGRAÇÃO DOS POVOS LATINO -AMERICANOS Palestra na UEL, em ocasião de reunião do CILA para apresentação da logomarca "AMÉRICA LATINA 500 ANOS " CONSELHO PARANAENSE DOS 500 ANOS Reunião preparatória do I CONGRESSO DE EDUCAÇÃO PARA INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA, previsto para agosto de 1992, na cidade de Marechal Cândido Rondom. Local: FUNIOESTE
500 ANOS DE AMÉRICA LATINA Palestra proferida pela presidente da Casla no TEATRO DA PRAÇA DE ARAUCÁRIA, para a comunidade local a convite do DCE
CULTURA LATINO- AMERICANA Palestra proferida pela Dra. GLADYS DE SOUZA- CASLA- CILA SEPL, na PREFEITURA MUNICIPAL DE TOLEDO. A CASLA participou dos seguintes eventos: SEMINÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE Organizado pela SEC. DE SAÚDE DO ESTADO E DO MUNICIPIO DE CURITIBA, com participação da Casla ENCONTRO PELA PAZ Palestra proferida pela prof. PEREZ ESQUIVEL PREMIO NOBEL DA PAZ- ARGENTINA Organizadores: CENTRO HELENO FRAGOSO- CASLA III ENCONTRO LATINO-AMERICANO PELA SOLIDARIEDADE E AUTO-DETERMINAÇÃO DOS POVOS SÃO PAULO- CENTRO DE FORMAÇÃO POLÍTICA- CAJAMAR. CURSO: SAÚDE E TRABALHO UNIVERSIDADE POPULAR DO TRABALHO. GRUPO FOLCLÓRICO CASLA Apresentação nos Municipios de : CAMPO MOURÃO, MARECHAL CÂNDIDO RONDON, SÃO JOÃO DO TRIUNFO, SÃO MATEUS DO SUL E DOS VIZINHOS. CIJAL : COORDENACÃO DE INTEGRAÇÃO DO JOVEM LATINO-AMERICANO Encontro realizado por jovens de América Latina no intuito de viabilizar o intercâmbio de experiências integracionistas entre os mesmos. COORDENAÇÃO DO CIJAL: NICOLAS FLORIANI, LEANDRO DONATTI, DANIEL SIMEÃO, NÁDIA FLORIANI AMERÍNDIA A CASLA E A FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA, promoveram uma série de apresentações e palestras DO FILME AMERÍNDIA DO DIRETOR CONRAD BERNING, no intuito de esclarecer sobre o significado dos 500 anos da América latina ESTOS EVENTOS FORAM REALIZADOS NOS LOCAIS DAS SEGUINTES INSTITUIÇÕES: ESCOLAS DA REDE PÚBLICA ESTADUAL, MUNICIPAL E PARTICULAR, CASA DO ESTUDANTE LUTERANO, PENITENCIÁRIA FEMININA DE CTBA, PREFEITURAS DE ASSIS CHATEAUBRIAND E SÃO JOÃO DO TRIUNFO, UNIVERSIDADE DE PONTA GROSSA, SEC. DO PLANEJAMENTO DO ESTADO DE PARANÁ, ESCOLA EST. DE PIRAQUARA. ENCONTRO LATINO-AMERICANO EM ASSIS CHATEAUBRIAND Participação das entidades que compõem o CILA Palestra : O CILA E A QUESTÃO LATINO-AMERICANA Palestrante: Dra. GLADYS DE SOUZA. Local : PREFEITURA DE ASSIS CHATEAUBRIAND II SEMANA AMÉRICA LATINA NAS ESCOLAS A partir da experiência desenvolvida em 1990, as escolas avançaram na proposta de pesquisa e compreensão da realidade latino-americana. Em relação ao número de escolas que participaram, superou amplamente a semana de 1990. Programação da II SEMANA LATINO-AMERICANA NAS ESCOLAS: DIA 16/11/91: 06:00 HORAS: RECEPÇÃO DE ALUNOS E PROFESSORES DE ESCOLAS DA ARGENTINA. 09:00 HORAS: ENTREGA PELO PREFEITO SR. JAIME LERNER DO TERRENO ONDE SERÁ CONSTRUÍDA A FUTURA SEDE DA CASA LATINO-AMERICANA. 14:00 HORAS: PASSEIO TURÍSTICO EM CURITIBA. 21:00 HORAS: CONFRATERNIZAÇÃO ORGANIZADA PELO C I J A L ABERTURA DA II SEMANA LATINO-AMERICANA NAS ESCOLAS: DIA 17/11/91 PEÇA TEATRAL - GRUPO E TEATRO DA SECR. MUNICIPAL DE CULTURA DE ASSIS CHATEAUBRIAND - CORAL DO PARANÁ. DANÇAS FOLCLÓRICAS - GRUPO CASLA - GRUPO QUERÊNCIA DO SUL - GRUPO DE ASSIS CHATEAUBRIAND "AMÉRICA LATINA: IDENTIDADE E CULTURA" PALESTRA (PROFª MARIZA BÉRTOLI - CASLA). DIA 18/11;91 09:00 HORAS: ABERTURA DA EXPOSIÇÃO CULTURAL LATINO-AMERICANA PALESTRA: "CELEBRAÇÃO OU COMEMORAÇÃO" (DALZIRA APARECIDA - GRUPO UNIÃO CONSCIÊNCIA NEGRA) DIA 19/11//91 9:00 HORAS: VISITAÇÃO DE ALUNOS À EXPOSIÇÃO CULTURAL NO PALÁCIO IGUAÇU (CONTINUANDO NO PERÍODO DA TARDE) 11:00 HORAS: CONFRATERNIZAÇÃO ENTRE JOVENS LATINO-AMERICANOS. 19:00 HORAS: PALESTRA: "DIREITO E CIDADANIA NA AMÉRICA LATINA" PROF. DR. JOSÉ NILO TAVARES - UFRJ, OLIMPIO SOTTO MAIOR- PROCURADOR DA JUSTIÇA DO PARANÁ. DIA 20/11/91 09:00 HORAS: EXPOSIÇÃO 19:00 HORAS: MERCOSUL Palestra: FRANCISCO DE BORJA MAGALHÃES -UFPR PAULO SCHILLING - CEDI/SP DIA 21/11/91 ENCERRAMENTO DA SEMANA COM ENCONTRO CULTURAL. ****** ****** ****** ENCONTRO CONTINENTAL DE LIDERANÇAS COMUNITÁRIAS A CASLA participou com palestras e exibição de vídeo e convite da Confederação das Associações de Moradores. Em 1991, a CASLA assinou convênio com instituições de ensino público e particular do Paraná e com sindicatos, no intuito de pesquisar em conjunto propostas que viabilizem a divulgação de informações reais sobre a América Latina. Todas estas instituições fazem parte hoje do Comitê para a Integração latino-americana (CILA). EQUIPE DE TRABALHO DA CASLA, NO ANO DE 1991: Dra. Gladys de Souza, Wilma Espíndola, Nicolas Floriani, Leandro Donatti, Nádia Floriani, Maria Virginia Laurini, Meire Patrícia Calle, Maria Gladys Gutierrez, Juan Vergara, Ilka Barahona, Júlio Gnap, Mariza Bértoli, Elizabeth de João Reato, Geraldo Pioli, Rénia da Costa, Walter de Souza, Raquel Sizanoski, Marli A. de Oliveira Graboski, José João de Oliveira. Ainda em 1991, integraram-se aos trabalhos da CASLA, dezenas de estudantes universitários de diversos países latino-americanos, inscritos na Universidade Federal do Paraná; os países representados são os seguintes: Venezuela, Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, El Salvador, Panamá, Honduras e Nicaragua. ANO-1992
‘‘ Não há democracia moderna sem sociedade organizada.’’ Gladys de Souza -
Presidente da
CASLA "AMÉRICA LATINA 500 ANOS DEPOIS" Palestrante: Suzana Dillon - Escritora argentina. Mãe da Praça de Maio (Movimento em Defesa dos Direitos Humanos) Promoção: CASLA-CILA-SEPL-SISMUC ASSINATURA DE CONVÊNIO ENTRE CASLA E PREFEITURA MUNICIPAL DE TOLEDO (PR) NO PROGRAMA DO CILA (Comitê para a Integração Latino-Americana). "AMÉRICA LATINA VIVA" (PROGRAMA RADIOFÔNICO SEMANAL DA CASLA) Na certeza de que nossa atuação deverá sempre ir na direção do resgate da democratização, do controle da cultura, da educação e das informações veiculadas pelos meios de comunicação, surge o programa AMÉRICA LATINA VIVA, levado ao ar todos os domingos das 10 às 11 horas da manhã, pela RÁDIO EDUCATIVA DO PARANÁ. As informações sobre a realidade sócio-político-cultural da América Latina são resultado de pesquisas, entrevistas, eventos, etc. Este programa é coordenado por Dimas Floriani (UFPR-CASLA) Nicolas Floriani, Gladys de Souza e Geraldo Pioli . Assistência Técnica José de Mello colaboração de João Carlos de Freitas (CASLA) O ESTADO NA AMÉRICA LATINA Palestra proferida pelo Dr. DIMAS FLORIANI, em ocasião da celebração do CONVÊNIO UNICENTRO/CASLA, na cidade de GUARAPUAVA, centro do Paraná, passando a Unicentro a fazer parte do CILA.Local: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras - Unicentro/Guarapuava. MEIO AMBIENTE E INTEGRAÇÃO NO CONE SUL Simpósio latino-americano, realizado na cidade de Foz-do-Iguaçú. Promoção: Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Apoio: Casa latino-americana. PROJETO "VISTO PARA AMÉRICA LATINA" (continuação) Inspirando-se nas práticas educativas que vêm sendo desenvolvidas pela Casa latino-americana (sobretudo desde 1989) que gerou a demanda crescente de interesse sobre a realidade dos povos da América Latina e do Caribe. Em 1992, é garantida a continuidade do projeto "VISTO PARA AMÉRICA LATINA". Em resposta à demanda de informações, principalmente da comunidade escolar, uma equipe de estudantes latino-americanos de nível superior, coordenados pela CASLA, desenvolveram pesquisas e elaboração de material didático sobre as sociedades latino-americanas, modo de vida, cultura, educação, política, entre outros aspectos. Esta assessoria é oferecida às escolas e a toda a comunidade que assim o solicitar. A mesma equipe proferiu palestras, ensinou danças, jogos relacionados à cultura latino-americana. "AMÉRICA LATINA 500 ANOS" A convite do "Fórum Nacional de Entidades Negras" a CASLA Palestrantes: Mariza Bertoli e Dra. Gladys de Souza. Local: Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). CORAL MAREARTE Voltado para o resgate das raízes da música brasileira, o coral surge na cidade de Arraial do Cabo, Rio de Janeiro; a aldeia de pescadores à procura de integração. Visitaram a Casa Latino-Americana, o CILA, promovendo em conjunto um evento cultural na Prefeitura de São João do Triunfo, Paraná. Destaca-se seu trabalho pela riqueza, simplicidade e sentido político, com um elevado compromisso voltado à integração latino-americana. CURSO BÁSICO DE LÍNGUA ESPANHOLA Profa. Miriam Cordeiro. Coordenação da Profa. Wilma Espindola. Convênio: CASLA/SEPL/PUC/CILA "AMÉRICA LATINA E A INTEGRAÇÃO" A convite da Associação de Moradores de Bairros de Alegrete, Rio Grande do Sul, o Prof. Dimas Floriani e a Dra. Gladys de Souza proferiram a palestra acima citada. Os participantes mostraram interesse em conhecer o trabalho desenvolvido pela CASLA no Paraná, considerado por eles, como da maior importância. Da mesma forma, constatou-se que o nível de informação e o interesse pela América Latina por parte dos anfitriões é digno de menção. MOSTRA DA PINTURA CORPORAL DOS ÍNDIOS MARUBO A Profª. Natália Guadeda inicia seu trabalho oriundo de pesquisa junto à nação indígena Marubo, da Amazônia, com a mostra no Museu Paranaense. No dia 07 de abril, continuando com exposições em escolas da Rede Pública e Particular de Ensino. A pesquisa foi transmitida a um total de 4.000 estudantes, avaliada por professores e alunos como da maior importância para o conhecimento da nossa própria cultura.
A PRIVATIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS NA AMÉRICA LATINA PALESTRA PROFERIDA NO SINDICATO DOS ENGENHEIROS DO PARANÁ PELO DR. DIMAS FLORIANI FESTIVAIS INTERNACIONAIS DE CORAIS Uruguai-Brasil-Argentina- .Promoção CASLA/Federação de Corais do Paraná Local: Edifício Castelo Branco- Centro Cívico/ CTBA AMÉRICA LATINA HOJE A ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE NEGRITUDE E AÇÃO POPULAR, com uma temática voltada para América Latina, realizou um seminário onde a Casla participou proferindo a palestra " As relações com a civilização européia’, tendo como PALESTRANTE A PROFª MARIZA BÉRTOLI I CONGRESSO DE EDUCAÇÃO PARA A INTEGRAÇÃO DA AMÉRICA LATINA - I CEPIAL Evento de maior importância para o Paraná e América Latina. Coroamento dos trabalhos da CASA LATINO AMERICANA no Paraná, em agosto de 1992. Realizou-se na cidade de Marechal Cândido Rondom, Paraná, entre os dias 26 a 29 de agosto de 1992, o I Congresso de Educação para a Integração da América Latina, no Brasil (I CEPIAL). Entre as atividades acadêmicas e as culturais, PARTICIPARAM DESTE ENCONTRO INÉDITO NO ESTADO, APROXIMADAMENTE CINCO MIL PESSOAS. O I CEPIAL é o coroamento de um trabalho incessante que o Comitê para a Integração Latino-americana (CILA), inspirado na Casa Latino-Americana (CASLA) de Curitiba, realiza desde 1989, conjuntamente a organismos públicos e da sociedade civil (Secretarias de Estado de Planejamento, Educação, Ciência e Tecnologia, Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, Fundação Cultura de Curitiba, IPARDES, UNIOESTE, FACILCAM, UEM, UEL, UEPG, UFPR, UNICENTRO, SISMUC, Prefeitura Municipal de Toledo e outras ainda em processo de assinatura do convênio). Além de mais de dois mil professores das redes estadual e municipal de Educação do Paraná, participaram as comunidades local e dos municípios próximos de Marechal Cândido Rondon e delegados de 9 países latino-americanos: México, Cuba, Nicarágua, Colômbia, Equador, Chile, Argentina, Paraguai, Uruguai. Os eixos principais do Congresso privilegiaram os debates sobre cidadania, educação, cultura, democracia e integração, com quarenta e seis mesas redondas, vinte e seis conferências, onze mini-cursos, e quarenta e um relatos e comunicações. Só estas atividades reuniram 230 especialistas dos citados eixos-temáticos. Nas atividades culturais, foram realizadas oficinas, destacando-se as de teatro, música, dança, cerâmica, artesanato de madeira, circo, cestaria de palha, tecelagem, reciclagem de papel, laboratório de fotografia, etc. Também apresentaram-se recitais, corais, lançamento de livros e discos. Em todas as atividades culturais participaram estudantes de primeiro, segundo e terceiro graus. Depoimentos de pessoas da região oeste do Paraná que participaram do Congresso, avaliaram como uma verdadeira revolução cultural este acontecimentos. Foi uma experiência fundamental não apenas para discutir idéias, intercambiar experiências e tirar resoluções políticas, mas principalmente de convívio e solidariedade humana. Aprendeu-se na prática, o exercício real da integração entre culturas diferentes da América Latina. A emoção nunca deixou de estar presente no encontro e talvez o maior aprendizado a retirar do mesmo foi a valorização dos sentimentos humanos. Os movimentos sociais fizeram-se presentes nos debates, daí que este Congresso não ter sido somente um encontro de especialistas ou de acadêmicos. Pelo fato de se fazerem representar meninos de rua, índios e negros, a realidade social primou no conteúdo das discussões e resoluções, sinônimo de uma história viva e atuante. A Coordenadora Geral do CILA, Doutora Gladys de Souza, pronunciou o discurso oficial de abertura, na presença de uma mesa composta por numerosas autoridades estaduais, municipais e internacionais, representantes das instituições do CILA e das Comissões Organizadoras do Congresso. Coube à secretária geral do I CEPIAL, lavrar a ata do Congresso e ao PRESIDENTE, PROF. DIMAS FLORIANI, elaborar a síntese da CARTA DO CONGRESSO, CHAMADA CARTA DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON, que contém os seguintes elementos entre outros: 1) "A educação tem sido tradicionalmente apresentada como função institucional da escola, gerando apenas expectativas de ordem didático-pedagógica, quando de fato é um fenômeno de transcendência, que interessa ao conjunto das sociedades e dos povos latino-americanos, enquanto exercício diário de construção da cidadania; 2) "Na América Latina, o fenômeno da exploração não é recente. Tem raízes na própria construção de sua história colonial. A expressão mais recente desta exploração e a dívida externa, sem considerar as conseqüências sociais, oriundas de um modelo político- econômico de exclusão que remonta do processo colonialista e neo-colonialista, isto é concentrador de renda. 3) "Uma visão conservadora de democracia continua prevalecendo. Como explicar a revalorização da democracia numa situação de crise econômica estrutural? Não há democracia moderna sem sociedade organizada e sem atores políticos que expressem a sociedade no seu conjunto; 4) "Não haverá democracia profunda e substantiva em terras latino-americanas até que não se resolva a questão da terra, da distribuição da renda, do racismo e do acesso universal à educação e à saúde 5) " A integração entre os povos, neste momento crucial de tribalização de certas sociedades é um momento de refundacão de um novo projeto baseado na idéia e na pratica de solidariedade. Identidade e respeito à diversidade, eis a questão 6)A integração dos países do Cone-Sul, através do Mercosul é apenas uma iniciativa comercial entre empresários dos quatro países. A idéia de integração conseqüente, apesar de não subestimar os aspectos econômicos, pressupõe um maior envolvimento dos povos e não apenas de empresários e governos; 7) " A educação será a via principal pela qual podemos afirmar a modernidade para nossos povos. Um povo ignorante é um sério candidato a ignorar sua própria história; 8) " A crise social ampla em nossas sociedades, se traduz também em crise do ensino superior que significa ainda elitização, desmotivação em função da precarização do mercado de trabalho, penalizando assim a mobilidade social; 9) " As experiências de educação popular são curtas, fragmentadas, sem continuidade; 10) " Os currículos escolares são moldados em parâmetros clássicos sem maior preocupação de construir a educação a partir da realidade latino-americana; 11) " Os profissionais da educação são limitados teórica e metodologicamente, o que impossibilita cumprir o seu verdadeiro papel; 12) " A escola para o povo ainda é um desafio, isto é, aquela que resgate as verdades através de métodos diferenciados, que viabilizem e garantam a apropriação do conhecimento para as maiorias; 13) " O projeto de uma nova prática social com ênfase na construção do homem e da mulher enquanto totalidade, deverá surgir das bases para resgatar nossas experiências de cidadãos latino-americanos; 14) " A atuação dos educadores deverá ir na direção do resgate da democratização do controle da cultura, da educação e informação veiculadas pelos meios de comunicação; 15) " América Latina é uma terra generosa de utopias. Reafirmemos hoje, uma vez mais, nosso direito ao sonho." CARTA DO Iº CONGRESSO DE EDUCAÇÃO PARA A INTEGRAÇÃO DA AMÉRICA LATINA,
NO BRASIL. ( Iº CEPIAL), MARECHAL CÂNDIDO RONDON. PARANÁ, 29 DE AGOSTO DE 1992 O Iº CEPIAL, tem sua origem nos propósitos e na iniciativa do Comitê para
a Integração Latino-americana (CILA),cuja coordenação geral tem sede na cidade
de Curitiba, Estado do Paraná, Brasil . Do Cila, fazem parte as seguintes
entidades: Casa latino-americana (CASLA), Secretaria de Estado do Planejamento
do Paraná (SEPL) - Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES) -
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) - Secretaria do Estado da
Educação (SEED) - Prefeitura Municipal de Toledo - Faculdade de Ciências e
Letras de Campo Mourão (FACILCAM) - Universidade Estadual de Maringá (UEM) -
Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) - Universidade Federal do Paraná
(UFPR) - Universidade Estadual de Londrina (UEL) - Universidade Estadual do
Centro-oeste do Paraná (UNICENTRO) - Sindicato dos Servidores Municipais de
Curitiba(FCC) - Secretaria Municipal de Educação de Curitiba.(Entidades que
assinarão convênio em breve: Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon-
Prefeitura Municipal de Assis Chateaubriand, Sind. Escolas Particulares do
Paraná). O 1 CEPIAL reunido na cidade de Marechal Cândido Rondon, Paraná, entre os
dias 26 e 29 de agosto de 1992, apresentou e debateu um conjunto de Trabalhos
em forma de Conferências, Mesas de Debates, Relatos de Experiências e
Comunicações, em torno de Quatro grandes eixos temáticos, e um quinto de temas
livres, cujas respectivas denominações são: 1-Práticas Educacionais dos Países
Latino-americanos; 2- Práticas Educacionais Alternativas Contemporâneas;
3-Educação, Cidadania e Identidade Cultural para a Integração da América
Latina; 4- Papel dos Meios de Comunicação: Educação e Cultura de Informação. Educação, Integração, Cidadania, Democracia e Cultura são temas
correlatos que estiveram presentes nos múltiplos debates deste Congresso. Educação tem sido tradicionalmente apresentada como função institucional
da escola, gerando apenas expectativas de ordem didático-pedagógicas, quando de
fato é um fenômeno de transcendência, que interessa ao conjunto das sociedades
e dos povos latino-americanos, enquanto exercício diário de construção da
cidadania. Na América Latina, o fenômeno da exploração não é recente .Tem raízes na
própria construção de sua história colonial. A expressão mais recente desta
exploração é a dívida externa, sem considerar as conseqüências sociais,
oriundas de um modelo político-econômico de exclusão que remonta do processo
colonialista e neo-colonialista, isto é, concentrador de renda. Uma visão conservadora de democracia continua prevalecendo. Como explicar a revalorização da democracia numa situação de crise
econômica estrutural? Não há democracia moderna sem sociedade organizada e sem
atores políticos que expressem a sociedade no seu conjunto. A condição
necessária e suficiente desta exigência é a participação da sociedade civil, na
construção de seus direitos e de um novo código de deveres que moldarão a
agenda de um novo projeto histórico. A revalorização da ética na política é uma
das principais pauta hoje desta agenda. A construção de uma sociedade é a
auto-construção de seus atores. O neo-liberalismo é a expressão moderna do darwinismo social, repondo em
maior escala a terrível desigualdade social de nossos países, propondo a
modernidade apenas para uma elite, relegando os nossos povos à miséria e à não
cidadania. A não-cidadania se expressa sobretudo através de um processo de exclusão
social, econômica e cultural do índio, do sem terra, do sem teto, do negro
oprimido desde a escravidão, e dos meninos de rua, expressão pós-moderna da
miséria. Não haverá democracia profunda e substantiva em terras latino-americanas
até que não se resolva a questão da terra, da distribuição da renda, do racismo
e do acesso universal à educação e à saúde. Se há um profundo descrédito dos nossos povos com respeito às práticas
políticas, é porque os mesmos não se vêem contemplados nesta representação. Um povo sem auto-determinação não pode viver uma democracia. Não estamos diante do fim da história, mas no início de uma outra
história. A integração entre os povos, neste momento crucial de tribalização de
certas sociedades é um momento de refundação de um novo projeto baseado na
idéia e na prática da solidariedade. Precisamos flexibilizar a diferença, sem entrar em conflito com a
heterogeneidade. Encontrar mecanismos de integração que passem pelo diálogo e
pelo respeito de si mesmos e aos outros. O caminho é das especificidades,
embora devamos reconhecer a história que fala da igualdade. Identidade e
respeito à diversidade, eis a questão. A integração dos países do Cone-Sul, através do MERCOSUL é apenas uma
iniciativa comercial entre empresários dos quatro países. A idéia de integração
conseqüente, apesar de não subestimar os aspectos econômicos, pressupõe um
maior envolvimento dos povos e não apenas de empresários e governos. A educação será a via principal pela qual poderemos afirmar a modernidade
para nossos povos. Um povo ignorante é um sério candidato a ignorar a sua própria
história. A educação como ato crítico radical, de conhecer para transformar,
será a única garantia de valorização do ser humano. A sociedade latino-americana está buscando alternativas e melhorias na
sua qualidade de ensino, apesar das dificuldades estruturais. A crise social ampla em nossas sociedades, se traduz também em crise do ensino superior que significa ainda elitização, desmotivação em função da precarização do mercado de trabalho, penalizando assim a mobilidade social. As experiências de educação popular são curtas, fragmentadas, sem
continuidade. Os currículos escolares são moldados em parâmetros clássicos sem maior
preocupação de construir a educação a partir da realidade latino-americana. Os profissionais da educação são limitados teórica e metodologicamente, o
que impossibilita cumprir o seu verdadeiro papel. A escola foi ultrapassada pelos novos desafios da modernidade. Observa-se, no entanto, que os movimentos e instituições populares da
sociedade civil podem romper com a ambigüidade do público e do estatal. A
escola pública pode assim tornar-se popular, enfrentando o mito justificador de
seu fracasso, assentado na fome, na deficiência, no trabalho e outros. Por vezes, a descentralização suscita discussões pois se, por um lado,
resgata valores próprios, respeitando as divergências sócio-político-culturais,
por outro, pode visar somente interesses de um sistema centralizador. A escola para o povo ainda é um desafio, isto é, aquela que resgate as
verdades através de métodos diferenciados, que viabilizem e garantam a
apropriação do conhecimento para as maiorias. O projeto de uma nova prática social com ênfase na construção do homem e
da mulher enquanto totalidade, deverá surgir das bases para resgatar nossas
experiências de cidadãos latino-americanos. A comunicação é também entendida como processo de interação. Se a ânsia
do ser humano continua sendo a busca da igualdade, a comunicação será cada vez
mais decisiva para a implantação da democracia. Nossas escolas são instituições ortodoxas, ultrapassadas. A razão da lentidão na utilização da comunicação na escola deve-se ao
conservadorismo de nossos professores, à forma de treinamento adotada, à
retórica em detrimento da prática. Apesar dos meios de comunicação possibilitarem melhores condições de
saber e informação, o caso da televisão apresenta-se como um meio bastante
manipulador de conceitos, de montagem de textos e de programas. Os meios de
comunicação têm sempre em mente benefícios particulares e não coletivos. O
sistema político dominante, no caso brasileiro, é mantido através do poder dos
meios de comunicação de massa; 120 parlamentares do Congresso Nacional, são
donos ou têm utilização direta de emissoras de rádio. A atuação dos educadores deverá ir na direção do resgate da democratização
da informação, da educação e da cultura, veiculadas pelos meios de comunicação. Este é apenas o Iº CEPIAL, dele já aprendemos a ouvir, julgar, opinar,
propor, ousar. A história é feita com orientações e vontades em direção a
valores e objetivos concretos. A integração é possível. América Latina é uma terra generosa de utopias. Reafirmemos hoje, uma vez
mais , nosso direito ao sonho. DIMAS FLORIANI PRESIDENTE I CEPIAL DISCURSO PROFERIDO PELA DRª GLADYS DE SOUZA, COORDENADORA
GERAL DO CILA E PRESIDENTE DA CASA LATINO AMERICANA, NA ABERTURA DO 1º
CONGRESSO DE EDUCAÇÃO PARA A INTEGRAÇÃO DA AMÉRICA LATINA, NO BRASIL (1º
CEPIAL), MARECHAL CÂNDIDO RONDON, PARANÁ, 26-08-92
Saudações às autoridades presentes. Ilmo. Sr. Representante do Governador
do Estado do Paraná - SECRETÁRIO ADAIL S. PASSOS; Ilmo. Sr. PREFEITO DA CIDADE
DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON, DIETER SEYBOTH, Senhores e Senhoras representantes
oficiais dos países irmãos latino-americanos presentes: SENHOR-DIRETOR DA
UNIOESTE, PROFESSOR JOSÉ KUIAVA; demais autoridades estaduais e municipais,
autoridades representantes do Comitê para a Integração Latino-americana (CILA);
Senhores e Senhoras Congressistas. É no fazer da história que os indivíduos tornam-se sujeitos de seus destinos, mestres de seus sonhos e de seus anseios. No entanto o caminho que nos conduz para lá é tortuoso, perigoso, povoado de inimigos e armadilhas. Por vezes pensamos haver chegado a uma estação segura, a um oásis no qual podemos parar para abrigar-nos das intempéries, aplacar nossa sede e repor nossas forças. Essa metáfora da grande viagem perpassa o imaginário dos povos e sua
latitude é, talvez proporcional aos anseios e angústias que os povoam. Da mesma maneira a humanidade na sua luta incessante de auto-construção projeta símbolos, expressões do seu mundo real e imaginado, como se estivesse condenado a fazer a sua própria história, fazendo-a, apesar de nem saber porque a faz. É bem verdade que a história universal é uma invenção européia, e encontra
no capitalismo sua melhor expressão real, uma vez que este é por excelência
universal, e que pelo peso das armas, das mercadorias, e de seu caráter
legitimador, a cruz, submete a todos e a tudo à lógica deste poderoso sistema.. " Com a conquista espanhola, diz Fernando de Armas y Medina em sua
obra CRISTIANIZAÇÃO DAS INDIAS, a idolatria foi reprimida pela força.. Foram
destruídos templos e ídolos e as leis proibiram as manifestações do culto
pagão, sem que os índios submetidos pela força das armas pudessem opor uma
resistência organizada. Impossibilitada por qualquer outra reação, os índios
contumazes em suas crenças ancestrais recorreram aos únicos meios a seu
alcance, isto é, a inércia e a dissimulação. Porém esta estratégia de
resistência passiva foi, no limite, mais eficaz e, por isto mais terrível que a
violência aberta, por mais sanguinária que esta pudesse ser . A tenacidade de
muitos autóctones em conservar suas antigas crenças e praticar seu culto pagão,
criava nos missionários cristãos um certo pessimismo ao constatar que sua
evangelização alcançara êxito ilusório." A história da conquista da América, começa desta maneira pela destruição
da crença em seus próprios valores, pela violência subjetiva e objetiva.
Objetiva, porque o transplante do cristianismo em nossas terras dificilmente
teria vencido se não fosse acompanhado da implantação de uma nova ordem
econômica que, para impor-se, funcionou à base da coerção do trabalho e depois
importado da África. Mesmo assim, se olharmos a historia do lado da resistência dos povoadores
do continente invadido, a reação deste produz o que é comum observar na
resistência dos povos submetidos, isto é, movimentos missionários ou proféticos
ou milenários que buscam a liberdade mediante ressurreição da cultura autóctone,
baseada na aparição expontânea de um desejo de renovação de suas crenças
míticas. Foi assim a exortação feita pelo Inca Tupac Amarú, antes de ser
submetido pela força do vice-rei Francisco de Toledo, concitando seu povo a
lutar contra o Deus cristão dos espanhóis. Desta maneira, resistência e opressão incorporam em suas estratégias
coletivas e individuais, a linguagem que serve para legitimar o mundo em
construção. A construção desta nova ordem não poderá deixar de ser
contraditória, na medida em que ela produz sua própria crítica interna, a
começar pelo exemplo de Frei Bartolomeu de Las Casas, defensor dos índios,
enquanto servos da coroa. Por outro lado, a ordem mundial não pode sustentar-se
na razão de seus críticos e é por isso que Ginés de Sepúlveda defendia os
direitos dos conquistadores de explorarem os índios à vontade e que Simón
Sepúlveda autoridade colonial assinalava o seguinte, em 1606: " Ao matar e
ferir tenhamos o cuidado de fazê-lo em defesa da fé de Nosso Senhor Jesus
Cristo, para que em seu nome e sob seu amparo possamos ganhar o céu por meio da
lança e da faca." Neste sentido, a oportunidade dos 500 anos de conquista e colonização,
mostrou a nova racionalização de um mundo comandado por aqueles que impuseram
ao mundo a lei do capital, da exportação e importação de mercadorias, da
produção da riqueza e da miséria, do confinamento e da destruição de
civilizações inteiras, cujo desenlace ainda continua, e de maneira mais cruel,
pois isto acontece diante de nossos olhos. Não queremos cultuar a imagem de vítimas da história, mesmo porque nossa
dignidade de resistência e luta nos interditaria o papel de mendigos da
história. o dito Novo Mundo não foi um mero receptor; foi ele que viabilizou em
grande medida, todo o sistema monetário europeu através da extorsão do ouro e
da prata, da qual foi objeto. Alimentamos populações mundiais com as
exportações de nossos produtos agrícolas; quantos chicotes gastos no lombo dos
escravos, quanto sofrimento dos camponeses expropriados, quanta fome não contabilizada
pairam ao longo desses séculos!!! Os colonizadores hoje têm as batatas que salvaram a Europa da fome, o
chocolate, o amendoim e a grande variedade de frutas; na farmacologia, os
remédios antes desconhecidos, fazem parte dos fármacos, hoje monopólio das
grandes empresas transnacionais. Das oito obras mestras do barroco mundial,
quatro estão no México, sem falar do barroco mineiro do Brasil O negro, do confinamento das suas masmorras, foi gestando o maior legado
cultural deste Novo Mundo; o branco jamais poderia desconfiar que mais tarde
teria que cantar e dançar suas músicas, enquanto expressões de sua atual
identidade cultural. Até hoje o pais mais arrogante do universo necessita dos
negros para ganhar medalhas olímpicas de ouro, ao mesmo tempo que lhes proíbe
iguais direitos, em Los Angeles. Mas essa América latina é generosa. Recebe os colonos europeus que vinham
fugindo da crise e da sociedade industrial na virada do século passado. Aceita
esses trabalhadores da terra, em sua maioria , que vinham contribuir para a
construção de um Novo Mundo, de maneira livre. Este também pode ser considerado
um legado importante do qual essa região do Paraná e do Brasil é
representativa. O que dizer do legado indígena, então. Ninguém que melhor do que eles
próprios para avaliar isto. A Confederação de Nacionalidades Indígenas do
Equador diz " A luta pela terra passou a converter-se num dos mais
importante elementos da consciência de identidade e autonomia dos povos
indígenas, pois trata-se de uma referencia fundamental de nossa vida cotidiana,
assim como de nossa visão sacralizada do mundo e do cosmos. Por esta razão
tanto os povos herdeiros da tradição das altas civilizações agrarias
indo-americanas, do norte, centro e sul de América, assim como os diversos
povos que coexistiram e coexistem com estas civilizações, nos propusemos a
coroar junto com esses povos e setores sociais, essa longa trajetória de
resistência". Este documento dos indígenas conclui desta maneira: Tanto os índios, os
negros, os mestiços nos encontramos subjugados a uma situação de exploração e
opressão. As diferenças econômicas e sociais e a discriminação racial continuam
vigentes, em alguns países, alcançariam níveis alarmantes de práticas etnocidas
e genocidas". América latina não é apenas uma idéia. È a tentativa permanente de
sermos nós mesmos, porém perseguidos pelo peso de um legado. Com a queda do
Império Colonial, e a sua substituição pelo poder das oligarquias nativas e o
poder do estamento militar, o Estado é uma realidade que expressa o sistema
patrimonialista. Nesse sistema nos dizeres de Octávio Paz, o chefe de governo-
seja ele príncipe, vice-rei, caudilho ou presidente- dirige o Estado e a nação O público e o privado confundem-se par efeito de privilégio, mas não de direitos de cidadania. É bem possível que a idéia de democracia para América Latina possa ganhar
uma dimensão popular, na medida em que as elites apenas usaram essa forma de
governo para administrar crises recentes de governabilidade. Não foi a
democracia para essas elites uma bandeira revolucionária, como o fora para
outras burguesias. E na medida em que essa bandeira ganhe as ruas e a
juventude, moldando uma nova ideologia, expressão de profundas mudanças
históricas, a escola da política alfabetizará nossos povos sedentos de justiça.
A educação também acreditamos cumprirá com seu papel, incorporando em suas
práticas e em seus saberes, essa nova dimensão civilizatória Não há democracia moderna sem sociedade organizada. A condição necessária e suficiente dessa exigência é a participação da
sociedade civil, consciente de seus direitos na construção de um novo código de
deveres que moldará a agenda de um novo projeto histórico. A construção de uma sociedade é a auto-construção de seus atores. No
momento atual, em que o imperialismo (palavra esta abolida por aqueles que
acreditam que a história chegou ao fim) impõe-nos a continuidade do castigo
histórico da dependência. Ao longo da última década exportamos para a metrópole
o equivalente a vários planos MARSHALL, isto é, mais de 200 bilhões de dólares
só no pagamento de serviços da dívida externa. Não bastasse a voracidade do
capital financeiro internacional, nossas sociedades latino-americanas
protagonizam sistemas profundamente desiguais, concentradores de renda,
produtores de marginalidade social, negadores de cidadania, porém irmãos
siameses do sistema internacional. O neo-liberalismo é a expressão moderna do darwinismo social, no qual
nossas elites hipocritamente convidam o sapateiro da esquina a competir com a
micro-eletrônica japonesa, ou a desempregado da favela a reciclar-se para
aguardar os novos tempos da competitividade. Enquanto isto, o Estado Mínimo
significa mínimo para a maioria que nunca teve nada e o máximo para quem sempre
enriqueceu à sua sombra e nas suas atas. A hipocrisia nunca teve tanto espaço
na televisão e nos discursos presidenciais!!! Neste momento importante para a educação latino-americana, este
exercício fundamental de conhecer para transformar, transformar para libertar,
o 1º Congresso de Educação para a integração da América latina, reúne todos os
protagonistas, educadores e educandos, candidatos à cidadania plena. Nestes
quatro dias todos nós latino-americanos, irmanados no compromisso da
modernidade popular, passaremos nosso continente a limpo, traremos nossas
propostas, nossas dúvidas, trocaremos experiências, encaminharemos respostas,
selaremos nosso compromisso com o presente e o futuro da educação de nossa
terra. O entendimento que temos e professamos da Integração latino-americana não
é apenas o da integração dos mercados e dos acordos comerciais entre países e
governos. Nossa proposta da integração parte do pressuposto que os atores
sociais devem conhecer-se, para integrar-se, devem trocar suas experiências
positivas, fazendo um balanço crítico de suas próprias dificuldades na
conquista de seus direitos; intercambiar a produção de suas culturas, estreitar
os laços que os unem, desde um passado comum, no respeito das diferenças e das
multiplicidade culturais. A luta pela integração horizontal dos povos latino-americanos é um
processo contínuo; não deverá ser apenas objeto de datas festivas escusas,
sendo um compromisso inarredável, oriundo dos desafios das sociedades modernas:
e no dizer de Martin Fierro a lei primera: " Los hermanos sean unidos,
porque esa es la lei primera. Tengan unión verdadera en cualquier tiempo que
sea, porque si entre ellos pelean los devoran los de ajuera" É com este compromisso que nasceu o Comitê para a integração
Latino-americana (CILA); desde o Paraná. este Comitê nasceu da inspiração e do
programa da Casa Latino Americana de Curitiba ,Paraná, que existe desde 1985,
no propósito de perseguir essa idéia da integração, desde os primeiros
libertadores do continente ,Bolívar , San Martin, Artigas, Tiradentes, Ernesto
Che Guevara. Nossos princípios são os do respeito às diferenças, na busca de uma
democracia popular, no resgate dos direitos humanos e por uma Pátria grande. Do comitê para a Integração Latino-americana (CILA), fazem parte todas
aquelas entidades públicas e privadas que comungam com os mesmos objetivos:
Universidades, escolas, sindicatos, partidos políticos, movimentos sociais e
outras. Daí nosso esforço na valorização da educação. A educação será a única via
pela qual podemos firmar e afirmar a modernidade para nossos povos. Um povo ignorante é um sério candidato a ignorar a sua própria história.
A educação como ato crítico radical, de conhecer para transformar, será a única
garantia de valorização do ser humano. Um povo sem acesso à educação é um
povo desrespeitado, sem amor a si próprio, desprezado por aqueles que o
condenam a viver na ignorância da sua história e de seus direitos. A cidade de marechal Cândido Rondon oferece generosamente seu espaço para
o exercício e a vivência de momentos fundamentais para nosso presente. Este
congresso não seria possível sem o trabalho ingente de centenas de pessoas,
principalmente da Faculdade de Marechal Cândido Rondon e da UNIOESTE, das
Prefeituras de Marechal Cândido Rondon, de Toledo; pessoas de Assis Chateaubriand,
Foz de Iguaçu, Cascavel ,Curitiba e de outras localidades da região e do
Paraná, a todas as entidades do Comitê para a Integração Latino-americana:
Secretaria do Planejamento e Coordenação Geral do Estado do Paraná, em especial
ao seu secretário Carlos Artur K . Passos e secretaria Estadual de Educação,
que sempre acreditaram em nosso projeto e sempre nos incentivaram na busca de
nossos objetivos de integração. Da mesma maneira , as universidades estaduais d
Maringá, Londrina, Ponta Grossa , Guarapuava, Campo Mourão, Universidade
Federal do Paraná, Sindicato de Escolas Particulares, Secretaria Municipal de
educação de Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, Ipardes, Sindicato dos
Servidores Municipais de Curitiba e Casa Latino Americana. Em nome dessas entidades da qual sou Coordenadora Geral nas atividades do
Comitê para a Integração Latino-americana, convoco a população a somar-se nesta
grande empreitada. VIVA AMÉRICA LATINA VIVA. Sejam todos
bem-vindos e bienvenidos. Equipe da CASLA que participou do I Congresso de Educação para a Integração da América Latina, realizado na cidade de Marechal cândido Rondon, de 26 a 29 de agosto de 1992: Dr. Dimas Floriani ( Presidente do Congresso - Professor da UFPR e membro permanente da Casa Latino-americana) Dra Gladys de Souza ( Conferencista e Presidente da Casa Latino-americana / Coordenadora Geral do Comitê para a Integração Latino-americana no Paraná) Profª Wilma Espíndola (coordenadora de Mesa e Palestrante.) Profª Mariza Bertoli ( Palestrante) Dez estagiários da CASLA; representantes do Cijal : Nicolas Floriani e Nádia Floriani; e Marli Graboski , secretária da CASLA CURSO BÁSICO DE ESPANHOL Início : 14/09 - Término: 07/12/92 Promoção: CASA LATINO-AMERICANA - SEC. DE PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO GERAL DO ESTADO DE PR. MINISTRANTE: PROFª MARIA CRISTINA NAVRÁTIL Coordenadora: Natália Gaudeda INTEGRAÇÃO E DEMOCRACIA NO CONE SUL SEMINÁRIO REALIZADO DO 06 A 09 DE 1992. Promoção: SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO GERAL- IPARDES - CILA-CEDI/SP-CASLA Programa do Seminário : 06 de outubro: ABERTURA DIVIDA EXTERNA E INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA Coordenador: DR. DIMAS FLORIANI (UFPR- CASLA) Conferencistas: PAULO SCHILLING (CEDI/SP) EDUARDO SCHAPOSNIK ( UNIV. DE LA PLATA- ARGENTINA) 07 de outubro IGREJAS E INTEGRAÇÃO Conferencista: DARCI FRIGO(CPT-PR) DIMAS FLORIANI (UFPR-CASLA) Coordenador - JOSÉ MARTINS DOS SANTOS ( Pastoral da Juventude- CASLA) 08 de outubro QUESTÃO TRABALHISTA Conferencista: ALAN FLORES ( COORDENADOR DAS CENTRAIS SINDICAIS DO CONE SUL- PARAGUAI) EDÉSIO PASSOS ( DEPUTADO ESTADUAL) EDUARDO SCHAPOSNIK (UNIV. DE LA PLATA- ARGENTINA) ARNALDO LEONEL RAMOS JR.(ASS. JURÍDICO- CUT NACIONAL ) coordenador : LUIZ CARLOS RIBEIRO (IPARDES- CASLA) 09 de outubro: DEMOCRACIA E DIREITOS HUMANOS Coordenadora: GLADYS DE SOUZA (CASLA- CILA ) Conferencistas: OLIMPIO SOTTO MAIOR (PROCURADOR DO ESTADO DO PARANÁ ) DINARTE BELATO ( UNIV. DE IJUÍ ) DIMAS FLORIANI ( UFPR - CASLA) 12 de outubro: " 500 ANOS DE RESISTÊNCIA E LUTA NA
AMÉRICA LATINA " MARCHA PELA LIBERDADE, SOBERANIA, DEMOCRACIA e RESPEITO aos DIREITOS HUMANOS na AMÉRICA LATINA Manifestações politico-culturais, durante o dia todo no local da Casla/Cila, à rua João Manoel, 140, alto São Francisco, Curitiba, PR. Participaram 700 pessoas Promoção :Casla/Cila, movimentos populares, escolas, sindicatos, prefeituras, Governo OBJETIVOS DA INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA Palestra proferida pela Coordenadora Geral do Cila, Dra. GLADYS DE SOUZA, PARA ALUNOS E PROFESSORES DO CENTRO CULTURAL GUIDO VIARO. LOCAL: CILA/CASLA- 29/10/92 AMÉRICA LATINA 500 ANOS DE NOSSA HISTÓRIA A CONVITE DA SECRETARIA DE TURISMO E CULTURA DE GUAÍRA-PR , A CASLA PARTICIPOU DO ENCONTRO INTERNACIONAL DE ECOLOGIA, ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA, PROFERINDO AS SEGUINTES PALESTRAS: HISTÓRIA DA AMÉRICA LATINA: CONFERÊNCIA DE ABERTURA : DR. DIMAS FLORIANI, PRES. DA CASLA -31/10/92 CULTURA NA AMÉRICA LATINA: PALESTRA PROFERIDA PELA PROFª MARIZA BÉTOLI. CASLA/ CILA/SEED COMITIVA DA INTEGRAÇÃO Visita às cidades fronteriças da Argentina, a convite de Escolas daquele País. REPRESENTANTES DE ESCOLAS, UNIVERSIDADES, E MOVIMENTOS SOCIAIS , COORDENADOS PELA CASLA, RUMARAM ATÉ AS CIDADES DE PUERTO IGUAZÚ, WANDA, E MONTECARLO, NA FRONTEIRA BRASIL-ARGENTINA, CUMPRINDO UMA PROGRAMAÇÃO CULTURAL DE INTEGRAÇÃO . A VISITA SE REALIZOU ENTRE OS DIAS 7A9/11/92. EQUIPE DE TRABALHO DA CASLA EM 1992 Gladys de Souza - Dimas Floriani- Wilma Espíndola Nogueira- Profª Mariza Bértoli- Marli Aparecida Graboski- Dr.João Carlos Freitas- Julio Gnap- João Elio Graciolli-Walter de Souza- Raquel Sisanoski- Natalia Gaudeda- Profª Edna Vasconcelos ANO-1993 "El
pedagogo moderno sabe perfectamente que la
educación no es una
mera cuestión de escuela y métodos
didácticos. El medio
económico social condiciona inexorablemente la labor del
maestro". JOSÉ CARLOS
MARIÁTEGUI VISITA AO POVO CUBANO A convite do Centro de Estudios sobre el Desarrollo( DES), da Universidade de Habana, personalidades paranaenses congregadas pelo Cila visitaram Cuba. Recebidas por Ministros de Estados, a delegação participou de programações oficiais e teve oportunidade, assim, de conhecer a realidade daquele país. O representante da Assembléia Legislativa do Estado de Paraná, Deputado Dr. Luiz Enrique Bonna Turra e o Dr. Dimas Floriani foram entrevistados por jornalistas de rádio e televisão sobre a situação política brasileira. Representantes das seguintes instituições fizeram parte da viagem: CASLA, SEPL, UFPR, NÚCLEO REGIONAL DE ENSINO DE CAMPO MOURÃO, FECIVEL, UNICENTRO, COLÉGIO INTEGRAL, ASSOC. COMERCIAL DO PARANÁ, CONSELHO DA MULHER EXECUTIVA, ASS. LEGISLATIVA DO PR., entre outras. A convite do Movimento Cubano pela Paz e Soberania dos Povos, o Cila continuou promovendo o turismo pela Paz em Cuba. POLÍTICA CULTURAL EM CUBA palestra proferida pelo poeta e ensaísta Félix Contreras. Local: CASLA II CONGRESSO DE EDUCAÇÃO PARA INTEGRAÇÃO DA
AMÉRICA LATINA Reunidas as entidades do Cila , decidiram pela temática a ser debatida no II CEPIAL: I- Educação Pública. II- Meio Ambiente. Terra e alimentação III-Questão Política. IV- Cultura PERSPECTIVAS DE ACORDOS COMERCIAIS COM CUBA e
SUA REALIDADE ECONÔMICA E SOCIAL. Palestrantes: Dr. MARIANO MATOS MACEDO (Presidente do Ipardes), Dr. LUIZ ENRIQUE BONNA TURRA (Deputado Estadual ) Dr. DIMAS FLORIANI ( Presidente da Casla) Dra. GLADYS DE SOUZA ( Coordenadora Geral Do Cila) REALIDADE CUBANA Palestra :DRA. GLADYS, a convite do NÚCLEO REGIONAL DE ENSINO DE CAMPO MOURÃO Local: Termas de Jurema. II CEPIAL UNICENTRO Reunião na FACULDADE DE GUARAPUAVA-UNICENTRO. PARTICIPARAM: SEPL, CASLA ,NÚCLEO DE ENSINO DE GUARAPUAVA, ESCUELA NORMAL SUPERIOR Nº 2- MONTECARLO- MISIONES- ARGENTINA, E UNICENTRO. CURSO DE ESPANHOL PARA VESTIBULANDOS Convênio PUC- CASLA - SEPL. Local: Casla A convite da Universidade Federal de RS, CASLA, SEED, e CILA , participaram do II ENCONTRO INTERNACIONAL : A EDUCAÇÃO E O MERCOSUL, realizado em Porto Alegre A CASLA recebe do Fundo de Cultura Econômica
Brasil Ltda, livros de estimável valor que passam a enriquecer nosso acervo. MOSTRA AMÉRICA LATINA Desde 1990 apresenta um esforço no sentido de mostrar alguns aspectos da notável diversidade cultural que nos identifica. Para sua realização reunimos peças de acervos particulares como : tecidos, esculturas, pinturas, instrumentos musicais, utensílios originais, privilegiando os aspectos étnicos e o caráter ameríndio dessas culturas singulares. Agosto- setembro- outubro de 1993 AULAS DE ZAMPONA E TEAR CHILENO Privilegiando a cultura chilena dos andes . A cargo de professores chilenos. AMÉRICA LATINA VIVA SOB A COORDENAÇÃO DE NICOLAS FLORIANI E DIMAS FLORIANI, OS MAIS VARIADOS TEMAS FORAM DEBATIDOS EM NOSSO ESPAÇO RADIOFÔNICO, TERRA, EDUCAÇÃO, CULTURA. A REALIDADE SÓCIO-POLÍTICO-CULTURAL DE NOSSOS POVOS FIZERAM PARTE DE NOSSAS REFLEXÕES DURANTE O ANO DE 1993. VISITA DE DELEGAÇÃO ARGENTINA Sessenta pessoas entre alunos e professores da escola normal Superior de Montecarlo, Misiones ,Argentina nos visitaram no intuito de viabilizar na prática a integração entre os povos . Foram recebidos por escolas estaduais e municipais num intercâmbio de experiências altamente positiva CONTINUAM ABERTAS AS VEIAS DA AMÉRICA LATINA Importantes debates sobre a realidade do nosso continente. 29/09/93- PERSPECTIVAS DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NA
AMÉRICA LATINA Palestrante: FREDERICO NOVELO. Economista mexicano, especialista em tratados de cooperação econômica na América Latina 06/10/93- TERRA E ALIMENTAÇÃO Palestrantes : DARCI FRIGO, coordenador da CPT JOSÉ TARDIM , Secretário agrário do PT-Pr II CONGRESSO DE EDUCAÇÃO PARA INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA Cabe ressaltar que durante 1993, inúmeras reuniões foram realizadas objetivando o congresso acima citado. AMÉRICA LATINA E A NOVA ORDEM MUNDIAL 18/10/93 Palestra proferida pela Dra. GLADYS DE SOUZA, Vice-presidente da Casla e Coordenadora do Cila, a convite do Movimento Bahai, nas dependências da reitoria da Universidade Federal do Pr. EQUIPE DE TRABALHO DA CASLA EM 1993 Gladys de Souza- Dimas Floriani- Wilma Espíndola Nogueira- Profª Mariza Bértoli- Marli Aparecida Graboski- Dr.João Carlos Freitas- Julio Gnap- João Elio Graciolli-Walter de Souza- Raquel Sisanoski- Natalia Gaudeda- Profª Edna Vasconcelos ANO -1994 CASLA....CASA
LATINOAMERICANA SOMOS TÚ, YO,
ÉL... ES SILVIA,
MARIA... ES JUAN Y NOEL... UTOPIA SI . CASLA ES
UTOPIA, ES SUEÑO. BENDITA SEA LA
UTOPIA QUE NOS PERMITE SOÑAR QUE MAÑANA,
TODOS LOS TRABAJADORES DE AMÉRICA
LATINA TENDRÁN UNA CASA UNA CASA
LATINOAMERICANA. SI. CASLA ES
SUEÑO, SUEÑO CONJUNTO EN
BUSCA DE UN LUGAR AL
SOL. ES ALEGRIA, ES ESPERANZA, ES RESPETO POR
NUESTRA LATINIDAD, POR NUESTRO
PASADO POR LA SANGRE
DERRAMADA EN LOS CAMPOS Y DE CUYA TIERRA MUJERES DE
LATINOAMÉRICA CONSTRUYERON JARRAS DEJANDO
IMPRESAS SUS HUELLAS Y SUS CANTOS DE REBELDÍA POR EL HIJO MUERTO EN BUSCA
DE PAZ Y LIBERTAD. CASLA ES
INTEGRACIÓN, ES RESPETO POR LO
NUESTRO, POR AMÉRICA LATINA. CASLA ES
TRISTEZA CUANDO |