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Pablo Neruda - Confieso que he vivido - 1973

(02/03/03)



Pablo Neruda nasceu na localidade de Parral, Chile, o 12 de julho de 1904. Foi Cônsul em Birmânia, Ceilão e outros países asiáticos. Entre 1934 e 1938 viveu em Madri, onde fundou a revista Cavalo Verde para a Poesia.
Durante a Guerra Civil Espanhola organizou o translado de um numeroso grupo de exilados ao Chile. A partir de 1941 representou a seu país no México, até sua volta ao Chile, onde foi eleito senador em 1945.
Forçado ao exílio, Neruda visitou diversos países europeus, União Soviética e China. Em 1970, após ser designado candidato do Partido comunista à Presidência do Chile, renuncio em favor a candidatura de Salvador Allende. Foi nomeado embaixador do Chile em Paris.
Em 1971 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura.
De volta a seu país, faleceu em setembro de 1973, a poucos dias do golpe de Estado que derrocou ao Governo democrático de Salvador Allende.
Algumas obras do autor:
Veinte Poemas de amor y una canción desesperada
Canto General
Odas elementales
Cien sonetos de amor
Memorial de Isla Negra
Libro de las preguntas ( obra póstuma)

Em todo o âmbito da língua castelhana, sem dúvida, nenhum poeta alcançou jamais tanta difusão e influencia como Pablo Neruda.
Nas Memórias Póstumas Neruda conta os fatos mais significativos de sua vida, desde a sua infância como filho de um operário ferroviário em Temuco, ao sul do Chile: suas primeiras leituras - Buffalo Bill, Salgari-, seu encantamento por Gabriela Mistral, sua introdução a Tolstoi, Dostoievski, Chéjov e Baudelaire; as prolíficas publicações literárias.
Neruda descreve suas viagens como cônsul em Birmânia, Ceilão, México, seus anos na Espanha - onde nasceu e morreu sua filha-. A guerra civil espanhola e a morte de García Lorca; o compromisso político, sua oposição no Senado a um Governo repressivo e a conseqüente persecução enquanto escrevia Canto Geral.
Peregrinou pelo mundo até que conseguuiu regressar ao Chile. Sua relação com Barrault, Asturias, Girondo, Fernand Léger, Siqueiros, Rivera, Picasso, Alberti, Elouard, Aragon, Nancy Cunard e a tempestuosa vida artística européia. Sua admiração por Maiakowski, Lautréamont e Miguel Hernández. Neruda fala de suas mulheres, em especial de Matilde Urrutia e também de Fidel Castro, Stalin e Allende.
Neruda, verdadeiro protagonista deste século teve o tempo justo de terminar estas brilhantes e apaixonadas memórias poucos dias antes de sua morte.



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